Alerta

Caravelas-portuguesas continuam a ser avistadas nas praias

IPMA lança alerta sobre os perigosos para a saúde resultantes do contacto com estes organismos gelatinosos e a lista das praias onde têm sido avistados
Bichos
Alerta para a presença de caravaelas-portuguesas na praia
Alerta para a presença de caravaelas-portuguesas na praia
Os tentáculos das caravelas-portuguesas podem atingir os 30 centímetros de comprimento (foto: smarques251/Pixabay)

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) lançou, esta sexta-feira, um alerta sobre a presença de caravelas-portuguesas (Physalia physalis) e de Velella velella em dezenas de praias do continente e Açores. O aparecimento destes organismos gelatinosos é normal nos meses de Maio e de Junho, mas este ano, segundo o IPMA, «tem sido caracterizado por um período mais longo e intenso de arrojamento destas espécies, detectadas desde o final de Janeiro».

 

De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, estes animais têm tentáculos que podem libertar um líquido potencialmente urticante e perigoso (os da caravela-portuguesa podem atingir os 30 centímetros de comprimento). O veneno funciona como mecanismo de defesa ou arma de caça, permitindo-lhes paralisar os pequenos animais dos quais se alimentam.

 

O contacto com estes organismos gelatinosos deve ser evitado ao máximo (mesmo que estejam mortos), pois pode provocar irritação na pele, queimadura ou outras reacções graves (como falta de ar, palpitações, vómitos, náuseas, convulsões, entre outros). Nestes casos, o banhista deve ser de imediato visto por um médico.

 

 

Locais de avistamento

Segundo o IPMA, através do projecto GelAvista, durante o mês de Julho, têm sido avistadas caravelas-portuguesas nas seguintes praias:

– Concelho da Lourinhã: Praia da Areia Branca, Praia da Peralta e Praia do Porto Dinheiro;

– Concelho de Mafra: Praia de São Lourenço;

– Concelho de Sintra: Praia do Giribeto;

– Concelho de Cascais: Praia de Carcavelos;

– Concelho de Aljezur: Praia da Amoreira;

– Concelho de Faro: Praia de Faro;

– Arquipélago dos Açores: Praia do Varadouro (Faial), Praia das Milícias (São Miguel), Silveira (Terceira), Zona Balnear das Cinco Ribeiras (Terceira), Serretinha (Terceira), Cais da Calheta (Santa Cruz da Graciosa).

 

Quanto à Velella velella, têm sido avistadas em:

– Concelho da Lourinhã: Praia da Areia Branca, Praia do Areal e Praia da Peralta;

– Concelho de Mafra: Praia de S. Lourenço, Praia da Calada, Praia da Foz do Lizandro, Praia do Sul, Praia do Algodio e Praia de Ribeira de Ilhas;

– Concelho de Sintra: Praia do Giribeto, Praia da Cresmina e Praia da Samarra;

– Concelho de Almada: Praia da Princesa;

– Concelho de Grândola: Praia Grande (Tróia).

 

O que fazer se for picado?

Caso toque em alguma caravela-portuguesa, aplique vinagre e bandas quentes na zona do corpo atingida e procure assistência médica rapidamente.

 

Se se tratarem de outros seres gelatinosos, como as alforrecas, não utilize água doce, vinagre, álcool ou amónia para aliviar os sintomas, nem coloque ligaduras na área afectada. O IPMA deixa os seguintes conselhos:

– Lavar a zona afectada com água do mar sem esfregar;

– Remover os tentáculos que ainda possam estar na pela com a ajuda de um cartão (multibanco, carta de condução, etc.);

– Se possível, aplicar bicarbonato de sódio misturado em partes iguais com água do mar;

– Aplicar bandas de gelo para aliviar a dor, enroladas numa toalha ou camisola, de modo a evitar o contacto directo com a pele;

– Consultar o médico ou farmacêutico assim que possível.

 

Este fenómeno não exclusivo de Portugal. Como o jornal Os Bichos noticiou, em Janeiro, entre 3000 a 5000 pessoas foram picadas por seres gelatinosos, em apenas um fim-de-semana, nas praias australianas de Queensland.