Exotismo

Leões são cada vez mais populares como animais domésticos no Paquistão

Estima-se que só na capital existam 300 exemplares desta espécie em propriedades particulares. Quase ausência de regulamentação facilita o comércio
Bichos
Leões famosos no Paquistão
Leões famosos no Paquistão
Os leões são considerados símbolos de riqueza e de poder no Paquistão (Foto: RobertGreene674/Pixabay)

No Paquistão, os leões são cada vez mais populares como animais de estimação. De acordo com a edição francesa do Huffington Post, só na capital, Carachi, existirão cerca de 300 exemplares desta espécie em propriedades particulares. Nos anos mais recentes, terão sido importados centenas de leões, graças a uma quase ausência de leis que regulamentem o seu comércio e posse.

 

Estes animais são considerados um símbolo de riqueza e de poder. Nas redes sociais, facilmente se encontram vídeos em que membros da elite local exibem os seus animais sentados nos seus veículos luxuosos.

 

Um deles é Bilal Mansoor Khawaja, um industrial de 29 anos de idade, proprietário de mais de 4000 animais de 800 espécies (entre as quais zebras, flamingos, cavalos, leões e tigres). Neste zoo particular trabalham 30 pessoas e quatro tratadores por turnos.

 

Ao mesmo jornal, Aleem Paracha, que se auto-intitula um dos três principais importadores de animais exóticos de Carachi, garante que consegue entregar um leão branco em 48 horas por cerca de 7800 euros. Afirma ainda que o comprador recebe as autorizações do país de origem do animal e do governo paquistanês de acordo com os tratados internacionais de salvaguarda de espécies protegidas.

 

Há também quem se dedique à reprodução de leões em Carachi. Uzma Khan, assessor técnico da organização não governamental World Wildlife Fund, refere que muitos destes criadores privados “são suspeitos”. Acrescenta que há pouca regulamentação sobre os zoológicos privados.

 

Isma Gheewala, médica veterinária na capital, revela já ter tratado entre 100 e 150 grandes felinos na sua clínica, devido a problemas causados pela falta de cálcio. “Os seus ossos são extremamente frágeis. Se eles saltarem 30 centímetros, vão magoar-se e vão demorar tempo a recuperar”, explica.