Namíbia

Morte de elefante por caçador de troféus gera onda de indignação

Macho alfa, de 50 anos, era acusado de provocar prejuízos nas propriedades locais. Caçador pagou cerca de 7500 euros ao governo para matar o animal
Bichos
Elefante morto por caçador de troféus na Namíbia
Elefante morto por caçador de troféus na Namíbia
Grupos conservacionistas garantem que os elefantes não entram nas áreas habitadas (foto: jbauer-fotographie/Pixabay)

Um elefante de 50 anos de idade, considerado um ícone na Namíbia, foi morto a tiro esta semana por um caçador de troféus com a autorização do governo, acusam grupos conservacionistas locais. Voortrekker (“pioneiro”, em africânder) era um macho alfa e pertencia a uma manada que se tinha adaptado à vida no deserto, na região de Omatjete. De acordo com o African News, ele era um dos poucos elefantes em idade reprodutiva e a sua presença acalmava os elementos mais jovens do grupo.

 

Para poder matar o elefante, o caçador de troféus pagou ao governo 8500 dólares americanos (cerca de 7500 euros).

 

As autoridades há muito que responsabilizavam Voortrekker por vários actos de destruição registados em propriedades da região. “Lamentamos que o elefante tenha sido abatido, mas não tivemos outra alternativa, depois desse animal em concreto continuar a provocar estragos em propriedades da zona”, explicou à agência Reuters Romeo Muyunda, porta-voz do Ministério do Meio Ambiente e Turismo da Namíbia.

 

Segundo o New York Times, o governo autorizou a morte de Voortrekker por temer que os agricultores locais agissem por sua própria conta. “Foi melhor sermos nós a fazê-lo do que permitir que a comunidade fizesse justiça pelas suas próprias mãos e matasse todos os elefantes”, acrescentou o mesmo responsável.

 

No entanto, as associações de defesa dos direitos dos animais dizem que o elefante era muito pacífico e garantem que nenhum paquiderme invadiu zonas habitadas. “Esses elefantes são recursos nosso, e opomo-nos a que eles sejam caçados por problemas causados por outras populações de elefantes”, pode ler-se num comunicado emitido pelo Ugab Concerned Conservancies.

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