Comércio

Barcos japoneses retomam caça à baleia esta segunda-feira

Actividade só pode ser realizada na zona económica exclusiva do Japão. Activistas publicaram carta aberta dirigida aos líderes do G20 exigindo uma posição pública contra
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Japão retoma caça à baleia
Japão retoma caça à baleia
A carne de baleia é muito utilizada na gastronomia japonesa (Foto: skeeze/Pixabay)

Cinco embarcações partiram, esta segunda-feira, do porto de Kushiro, no norte do Japão, para iniciar a primeira caça comercial à baleia em mais de 30 anos. Em Dezembro, o governo nipónico anunciou que abandonava a Comissão Internacional Baleeira (IWC, sigla em inglês) e que retomaria a baleação comercial no dia 1 de Julho de 2019, o que gerou uma onda de indignação global. Juntava-se, assim, à Islândia e à Noruega, países que também são contra a proibição da caça à baleia.

 

 

Como recorda o jornal Telegraph, o Japão argumenta que a carne de baleia é um dos produtos importantes da sua gastronomia e que a maioria das espécies não está ameaçada. Em 1986, foi imposta uma moratória mundial. Para contornar a proibição, os nipónicos dedicaram-se à caça científica de baleias no Pacífico e na Antártida, capturando centenas de animais todos os anos, no que muitos consideravam ser uma caça comercial disfarçada. Ao abandonar o IWC, o país teve que suspender esta actividade.

 

 

A pesca da baleia apenas poderá ser levada a cabo na zona económica exclusiva do Japão. Actualmente, apenas cerca de 300 pessoas, em todo o país, estão directamente ligadas à baleação.

 

 

Segundo a CBS News, na sexta-feira, foi publicada uma carta aberta dirigida aos líderes do G20 (que estiveram reunidos em Osaka este fim-se-semana), exigindo uma posição pública de condenação da caça comercial de baleias. O documento foi subscrito por dezenas de organizações ligadas à protecção do meio ambiente e por celebridades como Stephen Fry, Jane Goodall e Ricky Gervais.

 

Na carta pode ler-se: “A caça comercial é uma prática inerentemente e excepcionalmente cruel que não tem lugar no século XXI. Não existe uma forma humana de matar baleias no mar e a explosão de arpões geralmente faz com que os animais morram lentamente e em agonia”.