Conservação

Cinco rinocerontes-negros-orientais viajaram da República Checa até ao Ruanda

As três fêmeas e os dois machos, nascidos em zoos europeus, vão ser reintroduzidos no habitat natural para ajudar a salvar esta subespécie, que corre risco de extinção
Bichos
Rinocerontes-negros-orientais estão em risco de extinção
Rinocerontes-negros-orientais estão em risco de extinção
O rinoceronte-negro-oriental corre risco de extinção devido à caça ilegal (foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove)

Cinco rinocerontes-negros-orientais (Diceros bicornis ssp. Michaeli) nascidos em jardins zoológicos europeus chegaram esta segunda-feira ao Parque Nacional de Akagera, no Ruanda, onde serão reintroduzidos no seu habitat natural. Esta subespécie, extinta naquele país há 12 anos, está classificada como “Criticamente em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês).

 

A viagem de 6000 quilómetros desde Dvur Králové, na República Checa, foi o resultado de uma parceria entre a Associação Europeia de Zoos e Aquários (da qual faz parte o Jardim Zoológico de Lisboa), o governo do Ruanda e a African Parks, uma organização não-governamental dedicada à conservação da natureza.

 

Em África, existem atualmente menos de 5000 rinocerontes-negros e apenas 1000 rinocerontes-negros-orientais. A subespécie está seriamente ameaçada pelos caçadores ilegais, que procuram o seu chifre.

 

Os espécimes agora transferidos da Europa para África – três fêmeas e dois machos com idades entre os 2 e os 9 anos – nasceram no Safari Park Dvur Králové (República Checa), Flamingo Land (Reino Unido) e Ree Park Safari (Dinamarca). De acordo com a agência de notícias EFE, Jasiri, Jasmína, Manny, Olmoti e Mandela (assim se chamam) estavam, desde 2018, juntos no zoo checo para se adaptarem a uma vida em comum.

 

Durante a viagem, foram acompanhados por um tratador do zoo checo e pelo médico veterinário Pete Morkel, especialista em transporte de rinocerontes. Os dois vão ainda acompanhar a libertação dos animais no Parque Nacional de Akagera.

 

“Ao realizar um processo de aclimação gradual planeado e bem monitorizado, acreditamos que estes rinocerontes se vão adaptar bem ao Ruanda”, explica Premysl Rabas, director do Safari Park Dvr Králové. Ainda de acordo com este responsável, numa primeira fase, estes cinco animais vão ser mantidos numa área cercada para de ambientarem ao novo habitat. O objectivo é libertá-los brevemente na parte norte do Parque Nacional.

 

Em 2017, a África do Sul tinha já oferecido 18 rinocerontes-negros-orientais ao mesmo parque nacional ruandês.