Alterações climáticas

Renas da Noruega obrigadas a comerem algas marinhas devido à falta de alimento

Alterações climáticas têm provocado mais chuva e menos neve. Por causa do gelo, as pastagens da tundra do Árctico ficam inacessíveis
Bichos
Renas de Svalbard obrigadas a comerem algas marinhas
Renas de Svalbard obrigadas a comerem algas marinhas
Em apenas uma década, o peso médio das renas adultas diminuiu sete quilos, devido às alterações climáticas (Foto: Decokon/Pixabay)

As alterações climáticas estão a obrigar as renas selvagens de Svalbard, um arquipélago na Noruega, a mudarem a dieta alimentar. Um estudo publicado recentemente na revista científica Ecosphere revela que um terço das 20 mil renas de Svalbard estão a alimentar-se de algas marinhas. O que não é suficiente para a sua sobrevivência, segundo referiu o biólogo Brage Bremset Hansen, da Universidade de Ciência e Tecnologia, ao sítio da Internet Science Alert.

 

As mudanças no clima na tundra do Árctico são particularmente sentidas no Inverno. Além do aumento da temperatura ambiente média e dos períodos de calor extremo, chove mais e neva menos. O gelo que se forma torna as pastagens inacessíveis às renas, obrigando os animais a procurarem outras fontes de alimentação.

 

“Todos os dias, elas movimentam-se para a frente e para trás, entre a costa e os poucos locais onde ainda existe vegetação sem gelo”, conta Brage Bremset Hansen, que estuda esta subespécie de renas há várias décadas. As algas marinhas fornecem algumas calorias, mas, de acordo com este biólogo, muitas vezes provoca diarreia.

 

Há dois anos, um outro estudo concluíra que o peso médio das renas adultas de Svalbard tinha descido de 55 quilos para 48 quilos na década de 1990, devido às mudanças climáticas. Segundo os investigadores, isto significa que os animais tinham menos 20 quilos do que o peso ideal por causa das alterações climáticas.

 

Recorde-se que a região do Árctico está a aquecer duas vezes mais do que o resto do planeta.  Um relatório publicado no ano passado pela Agência Americana Atmosférica e Oceânica alerta para o facto de esta ser a principal ameaça à sobrevivência das renas.

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