Reprodução

Zoo de Lisboa apresenta três novas crias de pinguins-do-cabo

Visitantes vão poder conhecer as crias na terça-feira, Dia do Pai. A mais nova tem um mês e a mais velha cinco. O pinguim-do-cabo é a única espécie que se reproduz em África
Bichos
Zoo de Lisboa apresenta crias de pinguins-do-cabo
Zoo de Lisboa apresenta as novas crias de pinguins-do-cabo
Os pinguins-do-cabo são monogâmicos. No zoo de Lisboa, há casais que estão juntos há quase 17 anos (foto: Jardim Zoológico de Lisboa)

O Jardim Zoológico de Lisboa vai dar a conhecer aos visitantes, no Dia do Pai, as três novas crias da família pinguins-do-cabo (Spheniscus demersus). Nascidas a 17 de Outubro de 2018 e a 9 de Janeiro e 14 de Fevereiro deste ano, ainda não é conhecido o sexo das crias, anunciou o zoo em comunicado.

 

O pinguim-do-cabo é considerada uma espécie em perigo de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês). As principais ameaças à sua sobrevivência são a diminuição do stock de peixes, devido à pesca excessiva, as alterações climáticas e a poluição do seu habitat natural. Estima-se que actuamente exista apenas 10% da população de pinguins-do-cabo registada no início do século XX.

 

Para contrariar esta realidade, o zoo de Lisboa colabora no Programa Europeu de Reprodução de Espécies Ameaçadas do Pinguim-do-cabo e apoia financeiramente a SANCCOB (Fundação para a Conservação das Aves Costeiras da África do Sul). Graças a esta parceira, foi possível construir um hospital dedicado às aves costeiras. Anualmente, o SANCCOB reabilita entre 600 a 900 ovos e crias, que são posteriormente reintroduzidas no seu habitat natural.

 

 

Zoo de Lisboa apresenta três novas crias de pinguins-do-cabo
Os pinguins-do-cabo são uma espécie considerada em perigo de extinção (foto: Jardim Zoológico de Lisboa)

Espécie monogâmica

O pinguim-do-cabo é uma espécie monogâmica e é a única que se reproduz em África. São conhecidos casais que se mantém juntos mais de uma década. Normalmente, regressam todos os anos à mesma colónia de nidificação e muitas vezes, ao mesmo ninho. No Jardim Zoológico de Lisboa existem casais que estão juntos há cerca de 17 anos.

 

Estas aves vivem em zonas costeiras e rochosas. Para sobreviverem em climas quentes, adoptaram algumas estratégias: são mais activos ao amanhecer e ao entardecer, constroem os ninhos em buracos escavados na terra ou debaixo da vegetação, e quando estão expostos ao sol, posicionam-se de costas para que a sua própria sombra os ajude a proteger do calor.

 

Esta espécie pertence ao grupo dos pinguins listrados, do género Spheniscus, que inclui quatro espécies. Distinguem-se das demais por viverem em águas temperadas e serem facilmente reconhecidos pela sua vocalização (que lembra o zurrar de um burro) e pela plumagem exclusivamente branca e preta.

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