Maus-tratos

Três homens condenados a pena de prisão suspensa por agredirem porcos

Porcos eram pontapeados na cabeça e feridos com forquilhas. Agressores estão proibidos de voltarem a trabalhar com animais de pecuária
Bichos
Porcos agredidos com pontapés e forquilhas em Inglaterra
Porcos agredidos com pontapés e forquilhas em Inglaterra
Nos vídeos realizados por uma associação de protecção de animais é audível os guinchos de dor dos porcos (foto: Pixabay)

Três trabalhadores agrícolas foram condenados a uma pena de prisão de oito semanas, suspensa por um ano, em Inglaterra, por repetidamente pontapearem porcos na cabeça e os agredirem com forquilhas. Foram ainda condenados a 100 horas de trabalho comunitário e estão proibidos de trabalhar com animais de pecuário, segundo o jornal Mirror.

 

Os homens, de 30, 32 e 39 anos de idade, foram filmados sem o saberem, em Abril do ano passado, pela organização Animal Equality UK na quinta onde trabalhavam, em Goxhill, no condado de Lincolnshire. O vídeo ouvir os guinchos de dor dos animais.

 

A sentença judicial foi conhecida esta quinta-feira. De acordo com a BBC, os três condenados admitiram em tribunal que causaram sofrimento desnecessário aos porcos. O juiz distrital Daniel Curtis classificou os seus comportamentos como “doentios”. “Eu não faço distinção entre actos de violência contra seres humanos e contra animais”, sublinhou o magistrado, acrescentando: “Sendo pessoas que trabalham nesta indústria há tantos anos, deviam ter vergonha”.

 

Toni Shephard, directora do Animal Equality UK, considera este um dos “piores actos de abuso” de que a organização já teve conhecimento. Apesar da condenação, considera a pena baixa. “Estes animais estavam claramente vulneráveis, e estes eram os homens que deveriam cuidar deles”, lembrou, à porta do tribunal.

 

Becky Harper, da Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra Animais (RSPCA, sigla em inglês), tem uma opinião contrária. Para ela, a sentença foi “muito justa”, sobretudo tendo em conta que é difícil arranjar provas em casos como este.

 

Os donos da quinta despediram os três trabalhadores, argumentando que o seu comportamento foi “repugnante” e que não se reviam nele.

 

Os advogados do homem mais velho explicaram que ele estava “dessensibilizado” para o sofrimento dos animais por trabalhar há 20 anos naquela pecuária.