Defesa

Porque é que as patas das aves não congelam quando está muito frio?

O corpo das aves adaptou-se para conseguir suportar temperaturas atmosféricas muito baixas. Um dos truques é reduzir os gastos energéticos
Bichos
A coruja-das-neves aguenta temperaturas até aos 40 graus negativos
A coruja-das-neves aguenta temperaturas até aos 40 graus negativos
As corujas-das-neves aguentam temperaturas até aos 40 graus negativos (foto: Boenz/Pixabay)

Certamente, já se colocou esta questão. Sobretudo, naqueles dias em que o frio até corta a pele e em que vê os patos nos lagos ou os pássaros empoleirados em árvores ou em fios eléctricos. Será que as patas das aves que vivem no seu habitat natural congelam quando a temperatura atmosférica está muito baixa?

 

A resposta é «não». O corpo das aves conseguiu adaptar-se para evitar que elas congelassem. O segredo esta na rete mirabile (expressão latina que significa rede maravilhosa), um conjunto de veias e artérias paralelas umas às outras que permite esfriar o pouco sangue que chega às patas.

 

Deste modo, as patas mantém-se a uma temperatura superior à atmosférica e não congelam, explicou Andy Forbes, do Programa de Aves Migratórias do Centro Oeste americano ao Minnesota Public Radio.

 

Mas não é apenas a rete mirabile que ajuda as aves a suportarem as baixas temperaturas. As suas penas funcionam como um isolante. Por isso, costumam aumentar de volume quando o dia está frio, acrescentou o mesmo responsável. Isso impede que o frio entre em contacto directo com a pele.

 

Algumas espécies, como o chapim, conseguem fazer descer a sua temperatura corporal, ficando num estado de semi-hibernação, para reduzir os gastos de energia e reduzir a necessidade de alimento.

 

Outras, como a coruja-das-neves (Bubo scandiacus), estão preparadas para suportar temperaturas até aos 40 graus negativos.

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