Alerta

Ursos polares agressivos invadem ilha russa no Árctico

Os cerca de 3000 habitantes de Nova Zembla vivem assustados desde Dezembro. Autoridades tentaram afastar os animais com o reforço das patrulhas, mas sem sucesso
Bichos
Ursos polares estão a invadir o arquipélago russo de Nova Zembla
Ursos polares estão a invadir o arquipélago russo de Nova Zembla
As alterações climáticas estarão na origem desta deslocação dos ursos polares (foto: Coco Parisienne/Pixabay)

As autoridades do arquipélago russo de Nova Zembla, no Árctico, decretaram o estado de emergência no sábado, devido à presença de dezenas de ursos polares agressivos. De acordo com o jornal francês 20 Minutes, os animais têm atacado pessoas nas ruas e invadido casas. Esta mudança de comportamento dever-se-á às alterações climáticas e ao consequente degelo.

 

O arquipélago de Nova Zembla (que em russo significa Nova Terra) tem cerca de 3000 habitantes. Desde Dezembro que se vêem confrontados com esta situação e vivem assustados.

 

Segundo o mesmo jornal, cerca de 50 ursos polares visitam regularmente Belouchia Gouba, a maior cidade do arquipélago, onde está instalada uma guarnição militar russa. Alexandre Minaiev, adjunto do chefe da administração de Nova Zembla refere que os animais apresentam um «comportamento agressivo».

 

«Eles atacam as pessoas e entram nas casas e nas lojas e escritórios. Entre seis a 10 ursos estão permanentemente na cidade», conta. «As pessoas estão assustadas e têm medo de sair de casa (…), os pais têm medo de deixar os filhos irem à escola».

 

O degelo tem levado os ursos polares a procurarem comida nas zonas populacionais. As autoridades locais têm tentado mantê-los afastados das habitações com o reforço das patrulhas policiais e de cães. Mas a táctica não tem surtido efeito, admitem as autoridades em comunicado, citado pelo 20 Minutes.

 

A solução poderá passar por matar os animais que se aproximam das localidades, embora esta espécie esteja ameaçada e a sua caça seja proibida na Rússia. A Agência Federal Russa de Monitoramento Ambiental enviou já uma comissão ao arquipélago para analisar a situação.

 

O jornal The Independent recorda que em 2016, cinco cientistas russos estiveram várias semanas sem poderem sair da estação meteorológica da ilha de Troynoy, devido aos ursos polares.

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