Protecção

Antigo hospital de Montreal acolhe pessoas sem-abrigo e os seus animais de estimação

Nesta cidade canadiana existem cerca de 3000 pessoas a viverem na rua. Até agora, não havia centros que também recebessem os seus animais
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Pessoas sem-abrigo e os seus animais são aceites num novo refúgio em Montreal
Pessoas sem-abrigo e os seus animais são aceites num novo refúgio em Montreal
Em Montreal, não havia centros que aceitassem pessoas sem-abrigo e os seus animais de estimação (foto: Kira Hunde Dog/Pixabay)

O antigo Hospital Royal Victoria, em Montreal (Canadá), foi transformado num abrigo de emergência para pessoas sem-abrigo e os seus animais de estimação.

 

O edifício centenário estava fechado há quatro anos, desde que a unidade hospitalar foi transferida para outras instalações.

 

O novo serviço, que resulta de uma parceria entre várias entidades, estará em funcionamento até 15 de Abril, segundo a estação de televisão CBC.

 

Abre todos os dias das 21 horas às sete de manhã e acolhe pessoas sem-abrigo e as suas mascotes apenas quando os outros abrigos estão sobrelotados. Nessas alturas, um autocarro transporta-as ao novo centro de emergência.

 

Não são permitidas armas, nem bebidas alcoólicas, mas quem aparecer embriagado, não será recusado.

 

Nos quartos, há 80 camas de campanha cedidas pela Cruz Vermelha. Na parede, uma argola, à qual as pessoas sem-abrigo podem prender a trela do seu animal de estimação. Assim, garantem que dormem por perto. Há também transportadoras disponíveis.

 

Qualquer animal de estimação é bem-vindo, explica Bruce Lapointe, o chefe da segurança.

 

A Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra Animais (SPCA, sigla em inglês) ensinou os guardas a reconhecer os sinais de stress nos animais e o que devem fazer nessas situações.

 

De acordo com o Mother Nature Network, dos cerca de dois milhões de habitantes de Montreal, cerca que três mil vivem nas ruas. Os abrigos disponibilizam apenas mil camas.

 

Matthew Pearce, presidente da Old Brewery Mission (uma das entidades parceiras), refere que mais nenhum refúgio da cidade está preparado para acolher os animais de estimação.

 

«Estas são pessoas que, por causa disso, são deixadas sem opção. Pelo menos no inverno, vamos dar-lhes essa opção», sublinhou.

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