Crime

Homem multado em Taiwan por enviar o gato pelo correio

Quando foi contactado pelas autoridades, disse que não queria mais o animal por causa dos seus problemas de saúde e, por isso, decidiu enviá-lo a um abrigo
Bichos
Gato de raça Scottish fold enviado por correio
Gato de raça Scottish fold enviado por correio
Gato tem problemas de mobilidade, devido a um trauma nas patas traseiras (foto: christ7533/Pixabay)

Um habitante de Taiwan foi multado em 1952 dólares americanos (cerca de 1700 euros) por ter enviado o gato de raça pelo correio expresso para uma associação de protecção animal.

 

De acordo com a BBC, o homem, de 33 anos de idade, colocou o animal dentro de uma caixa de cartão selada e enviou-o por correio para um abrigo situado no distrito de Banciao.

 

O jornal Taiwan News conta que depois de receber a encomenda, um membro da associação, curioso por saber o que esta continha, espreitou por uma abertura e descobriu o gato do interior.

 

O homem cabou identificado pelo Serviço de Protecção Animal da Cidade de Nova Taipé e pelo Gabinete de Inspecção da Saúde através da empresa de entrega e das imagens do sistema de videovigilância.

 

Quando foi contactado, explicou que quis dar o gato, de raça Scottish fold, porque não queria mais tratar dele, devido aos seus problemas de mobilidade.

 

Problemas resultantes de uma lesão nas patas traseiras, apesar de o animal ter sido submetido a várias terapias, incluindo acupunctura e moxabustão (espécie de acupunctura térmica).

 

Além da multa de 1952 dólares americanos por ter violado a Lei de Protecção Animal do Território, o homem teve ainda que pagar 30 000 dólares de Taiwan (cerca de 850 euros) por ter violado o Estatuto para a Prevenção e Controlo de Doenças Infecciosas em Animais. Isto porque o gato não tinha sido vacinado contra a raiva.

 

 

Empresa de entregas investiga

O director do Serviço de Protecção Animal condenou o acto do homem. Lembrou que o gato podia ter sufocado ou ficar stressado e que não teve acesso a água tépida.

 

Chen Yuan-chuan apelou a todas as pessoas que não queiram mais os seus animais que recorram aos meios legais: serviços oficiais ou associações autorizadas, onde eles são devidamente vacinados, castrados e microchipados.

 

Por seu lado, a empresa de entrega de encomendas, explicou que a transacção foi feita integralmente através da aplicação e que não perguntou ao cliente o conteúdo do pacote.

 

Referiu que a política da empresa proíbe o transporte de animais vivos, pelo que irá investigar o que se passou.

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.