Legislação

Mais cidades chinesas adoptam política de um cão por família

Huangshi e Changsha vão juntar-se às cidades onde essa limitação está já em vigor. O objectivo é reduzir os ataques envolvendo estes animais
Bichos
Mais cidades chinesas com política de um cão por família
Mais cidades chinesas com política de um cão por família
Em algumas cidades, os cães só podem andar nos elevadores açaimados ou dentro das transportadoras

A partir do próximo ano, as famílias residentes em mais duas cidades chinesas só vão poder ter um cão. A primeira cidade a introduzir a nova restrição é Huangshi, já a partir do dia 1 de Janeiro. Em Maio, a mesma limitação entrará em vigor em Changsha.

A política de um cão por família é já uma realidade há vários anos em cidades como Pequim, Qingdao e Chengdu. A capital adoptou a restrição em 2006 como medida de controlo da raiva. As outras duas cidades, para tentarem reduzir o número de incidentes em que as pessoas são incomodadas ou mesmo agredidas por cães.

Em Huangshi, será também proibido criar cães com mais de 45 centímetros de altura (medidos da pata até aos ombros). Mais de 30 raças foram também proibidas na cidade depois de terem sido consideradas perigosas para as pessoas.

Mesmo as raças autorizadas, não poderão circular em determinadas zonas urbanas, nem nos transportes públicos. Os cães só poderão entrar nos elevadores açaimados ou dentro de transportadoras.

Os animais devem andar sempre com trela e os donos fazer-se acompanhar dos seus documentos de identificação.

Estas não são as únicas restrições à posse ou circulação de animais de estimação em cidades chinesas. Como o jornal Os Bichos já noticiou, a cidade de Jinan, por exemplo, criou uma espécie de carta por pontos para os donos de cães

Na China, os donos de cães devem vaciná-los e pagar uma licença anual, que custa 2000 yuan (cerca de 255 euros). Contudo, a maioria não regista os seus animais, que muitas vezes acabam por ser eutanasiados pelas autoridades.

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