Insólito

Veterinário disfarça-se de rato para acalmar cão ansioso

Rupert rosnava sempre que tentavam observá-lo. A opção foi o médico vestir o macacão que a dona usa normalmente em casa
Bichos
Veterinário disfarça-se de rato para acalma cão
Veterinário disfarça-se de rato para acalma cão
Veterinário vestiu o macacão que a dona de Rupert habitualmente usa em casa (foto: Davies Veterinary Service/Facebook)

Um médico veterinário inglês disfarçou-se de rato gigante para acalmar um cão que precisava de ser submetido a uma cirurgia ortopédica.

Sempre que algum médico veterinário tentava tocar-lhe, Rupert, um dálmata, rosnava-lhe. Para o acalmar, Mike Farrell vestiu um macacão de rato que a dona lhe levou. Só assim foi possível que Rupert pudesse ser «examinado com segurança».

Rupert já foi operado a uma ruptura dos ligamentos cruzados numa clínica em Hitchin e está a recuperar bem, segundo a BBC.

A dona, Sonya Schiff, contou que ele foi adoptado na Dogs Trust (uma associação de protecção animal) e que demorou cerca de um ano até conseguirem ter uma relação normal, devido aos «sérios problemas de agressividade» de Ruper, que estariam associados a dores crónicas.

Depois, ele começou a sofrer de ansiedade por separação sempre que Sonya o deixava sozinho.

Ocasionalmente, coxeava, e protegia muito as patas. Um ano e meio depois, foi-lhe diagnosticada displasia da anca e problemas dos ligamentos cruzados. Foi encaminhado para ortopedia e operado.

Sonya Schiff pensou que ter algo que a recordasse pudesse acalmar Rupert. «Pensei que o macacão de rato, que costumo usar em casa para relaxar, poderia servir de cama enquanto estivesse internado», disse à BBC.

Embora habitualmente a clínica não autorize, abriram uma excepção, pois acreditaram que podia ajudar Rupert.

No entanto, quando o médico veterinário estava a vestir as roupas normais, o cão rosnou-lhe. Foi quando Mike Farrell se lembrou de usar o macacão de rato.

 

Olfacto muito desenvolvido

À BBC, a especialista em comportamento animal Monika Kafno explicou: «Levar um cobertor ou u brinquedo do cão para um ambiente não familiar tem um efeito calmante e sedativo, pois terá o cheiro associado ao conforto e à vida doméstica».

De acordo com esta perita, os cães têm um olfacto entre 10 mil a 100 mil vezes mais desenvolvido do que os seres humanos e o seu cérebro processa informações num período muito curto de tempo.

«Isso faz com que associe o cheiro a uma experiência ou a um evento específico da sua vida», acrescentou em declarações ao jornal Metro.

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