Moda

Chanel deixa de usar pele de animais exóticos nas suas colecções

Presidente da empresa de alta costura francesa diz que é cada vez mais difícil encontrar pele que respeite os padrões éticos da Chanel
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Chanel deixa de usar peles de animais exóticos
Chanel deixa de usar peles de animais exóticos
Em 2015, Jane Birkin pediu à Hermes para rebaptizar a mala com o seu nome como forma de protesto como os crocodilos eram mortos (foto: Pixabay)

A Chanel anunciou esta terça-feira que deixará de utilizar a pele de animais exóticos nas suas colecções. A decisão foi tornada pública pelo próprio presidente da empresa de alta costura francesa, Bruno Pavlovsky, em Nova Iorque (EUA), antes do desfile da marca no Métiers d’Art.

Por questões éticas, mas também devido a dificuldades de aquisição, a Chanel não usará mais couro de crocodilos, lagartos, cobras e tubarões nas suas criações de vestuário e de marroquinaria.

«É cada vez mais difícil encontrar peles exóticas que correspondam às nossas exigências éticas», sublinhou a casa de alta costura em comunicado.

Por isso, a Chanel irá inventar «uma nova geração de produtos de ultra-luxo», baseados em «criatividade, materiais nobres e inovadores, assim como acabamentos excepcionais».

 

Criadores atentos

A Chanel junta-se a outros nomes da moda mundial, como Jean-Paul Gaultier, que decidiram não usar mais as peles verdadeiras nas suas criações, optando pelas falsas. A opção visa também ir ao encontro de uma nova geração de clientes cada vez mais sensível às questões ambientais e do bem-estar dos animais.

O anúncio da casa francesa foi já saudado pela PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais). Na sua página do Instagram, a organização escreveu: «Decididamente, 2018 foi o ano que fez sair os grandes criadores da Idade Média».

Em 2015, a cantora francesa Jane Birkin pediu à Hermés que rebaptizasse a mala que tem o seu nome como forma de protesto contra as práticas de abate de crocodilos numa quinta do Texas (EUA) denunciadas pela PETA.

As duas partes acabariam por chegar a acordo depois de a Hermés ter admitido que aquela quinta era «um caso isolado».

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