Comércio

Coreia do Sul encerrou o maior matadouro de cães do país

Complexo de Taepyeong-dong vai dar lugar a um parque público. A carne de cão é um dos alimentos mais utilizados na cozinha tradicional sul-coreana
Bichos
Coreia do Sul fecha o maior matadouro de cães do país

A Coreia do Sul encerrou, no final da semana passada, o maior matadouro de cães do país. Localizado na cidade de Seongnam, o complexo de Taepyeong-dong tinha capacidade para acolher centenas de animais em simultâneo e fornecia vários restaurantes um pouco por todo o país.

Segundo as autoridades locais, o fecho do matadouro deveu-se à forte pressão externa e ao facto de as gerações mais novas de sul-coreanos verem os cães como animais de estimação e não como alimento. O espaço vai agora ser transformado num parque público.

A Câmara de Seongnam também encerrou o Moran Market, o único mercado onde eram vendidos cães vivos.
Em comunicado, a Human Society International (organização que defende o bem-estar animal) referiu que os seus activistas encontraram um cenário de «horror» do complexo de Taepyeong-dong.

Desde os ganchos nos quais os cães eram pendurados, ao equipamento utilizado para electrocutá-los, às facas e às máquinas para corte do pêlo.

 

Tradições em mudança

Na Coreia do Sul, não há regulamentos sobre como os cães devem ser cuidados e abatidos, pelo que cada matadouro utiliza os seus métodos. Os criadores têm vindo a pressionar o governo para incluírem os cães na categoria de animal de pecuária, enquanto os defensores dos direitos dos animais tentam que esta prática seja abolida de vez.

A carne de cão é um dos alimentos mais utilizados na cozinha tradicional da Coreia do Sul. Estima-se que todos os anos, cerca de um milhão de animais são abatidos para estes fins, devido à crença de que a sua carne dá energia.

Mas a realidade tem vindo a mudar. Segundo um inquérito realizado em Junho deste ano, 70% dos sul-coreanos não come carne de cão e 40% defende que esta prática deve ser abandonada. Por outro lado, 65% considera que os cães devem ser criados e abatidos em condições «mais humanas».

No dia 17 de Julho deste ano, a CARE (Coexistence of Animal Rights on Earth) lançou uma campanha, em Seul, apelando aos sul-coreanos que deixem de comer carne de cão. O símbolo da campanha foi um peluche feito à imagem de Tori, um dos cães do presidente da Coreia do Sul.

1 Comentário
  1. Keterly lim 3 semanas atrás
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    Eu moro em seongnam coreia e realmente eu ja vi a feirinha de cachorros era horrível que otima notícia

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