Prevenção

Lisboa vai ter plano de emergência para os animais

Grupo de trabalho reuniu pela primeira vez esta semana. Primeiro esboço do documento deverá ser apresentado no próximo ano
Fátima Mariano
Plano de emergência de Lisboa para animais
Plano de emergência de Lisboa para animais
Futuro plano de emergência será pensado para todo o tipo de animais (de companhia, de pecuária, silvestres, etc.)

Lisboa vai ter um plano de emergência para os animais que será accionado sempre que ocorrer catástrofe no concelho. O primeiro esboço do documento deverá ser apresentado no próximo ano, disse ao jornal Os Bichos a provedora dos Animais de Lisboa, Marisa Quaresma dos Reis.

Do grupo de trabalho que vai elaborar o plano fazem parte, além da Provedoria dos Animais de Lisboa, a Casa dos Animais de Lisboa, o LX CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa), o Regimento de Sapadores Bombeiros, a Polícia Municipal e a Polícia Florestal.

«Tentaremos incluir outros actores, como a Direcção-Geral da Alimentação e Veterinária e as associações de animais», referiu a mesma responsável. A primeira reunião de trabalho realizou-se na terça-feira.

De acordo com Marisa Quaresma dos Reis, o plano vai ser pensado para todos os tipos de animais (de companhia, de pecuária, selvagens, etc.). Dentro deste, haverá um plano elaborado para cada uma destas categorias.

«Este tipo de plano é muito importante, não só por respeito aos próprios animais, mas também por uma questão de saúde pública», sublinhou a provedora dos Animais de Lisboa.

 

Prioridade à prevenção

Animais errantes ou cadáveres de animais em putrefacção ao ar livre numa situação de emergência podem colocar em causa a segurança e a saúde dos humanos. Por esse motivo, haverá a preocupação de delinear linhas de actuação para o resgate e socorro de uns e de outros.

O futuro plano será accionado em caso de catástrofe, natural ou outra. Antes de entrar em vigor, serão realizados simulacros e acções de sensibilização junto da população e das várias entidades do sistema de protecção civil, explicou a provedora dos Animais de Lisboa. Até porque é diferente resgatar e socorrer um animal silvestre ou um animal de companhia.

«A nossa prioridade será sempre a prevenção», referiu a mesma responsável, acrescentando que o plano terá também a preocupação de definir abrigos onde os animais também sejam aceites em situações de emergência.

Este Fevereiro deste ano, durante a vaga de frio, a Junta de Freguesia da Estrela permitiu que as pessoas sem-abrigo pudessem pernoitar no Complexo Desportivo da Lapa com os seus animais de companhia. Também no Pavilhão Municipal Manuel Castelbranco, na Graça, estiveram disponíveis boxes e alimentos para os cães de quem vive nas ruas da cidade.

Marisa Quaresma dos Reis considera que Lisboa «está a dar passos importantes» no que diz respeito à preocupação com o bem-estar e a protecção dos animais neste tipo de situações. «Todos nós temos esta responsabilidade. Se formos detentores de animais, temos uma responsabilidade acrescida», lembrou.

 

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