Alerta

Turista britânica morre de raiva depois de ter sido mordida por um gato em Marrocos

Autoridades da saúde alertam para os perigos de interagir com animais em países onde a doença é endémica. Dezenas de milhares de pessoas morrem todos os anos de raiva
Bichos
Turista mordida por gato com raiva em Marrocos
Turista mordida por gato com raiva em Marrocos
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a raiva é endémica em mais de 150 países

Uma cidadã britânica morreu de raiva depois de ter sido mordida por um gato em Marrocos. De acordo com as autoridades de saúde da Grã-Bretanha, a mulher foi mordida quando passava férias naquele país do Norte de África.

Não foi revelada a identidade da vítima, nem mais pormenores sobre o sucedido. As autoridades sanitárias britânicas alertam para o perigo de se interagir com animais em países onde a doença é endémica, como é o caso de Marrocos.

Embora não haja perigo de contágio público, quem contactou mais de perto com a mulher e o pessoal médico que a tratou está a ser vigiado e poderá ser vacinado, se necessário.

À CNN, Mary Ramsay, daquele organismo estatal, recordou que é importante os cidadãos tomarem precauções quando viagem para países onde a raiva está instalada.

«Se for mordido, arranhado ou lambido por um animal deverá lavar a ferida ou o local afectado com muita água e sabão e procurar ajuda médica urgentemente», avisou.

 

Infecção viral

A raiva é uma infecção viral que afecta o cérebro e o sistema nervoso central. É transmitida através da mordida ou arranhadela de um animal infectado. Em 99% dos casos, essa transmissão ocorre via cães domésticos. Os primeiros sintomas surgem entre três a 12 semanas após a infecção.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a raiva é endémica em mais de 150 países. Todos os anos, dezenas de milhares de pessoas morrem devido a esta infecção, principalmente em África e na Ásia.

Em Setembro, por ocasião do Dia Internacional da Raiva, 83 organizações não governamentais alertaram para a expansão da doença nos países asiáticos por causa do consumo de carne de cão e de gato.

A doença está oficialmente erradicada de Portugal desde 1960. Contudo, os médicos veterinários receiam que possa regressar na sequência do fim das eutanásias nos centros de recolha oficial de animais. O previsível aumento de populações errantes e a sua não vacinação poderá provocar o surgimento de alguns casos.

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