Fenómeno

Polvo fêmea do aquário da Geórgia deu à luz dezenas de milhares de crias

Funcionários foram apanhados de surpresa pois pensavam tratar-se de um macho. Alguns dos polvinhos foram libertados no rio Skidaway
Bichos
Hoje, é o Dia Mundial do Polvo


O único polvo do UGA Centro de Educação Marinha e Aquário, na Geórgia (EUA), depositou dezenas de milhares de ovos sem que os tratadores estivessem à espera.

Algumas das crias foram já libertadas no rio Skidaway; outras estão em três pequenos tanques no aquário e outras ainda estão a ser criadas no Laboratório de Pesquisa Shellfish.

Octavius, como se chama esta fêmea (que inicialmente se pensava ser um macho), começou a ficar mais inactiva e a esconder-se nas rochas há cerca de um mês. No dia 25 de Outubro, Devin Dumont, um dos tratadores, reparou em milhares de pontinhos brancos na água quando se preparava para aspirar o aquário.

«Notei esta nuvem de pontinhos a movimentarem-se e percebi “Oh, meu Deus, ela teve bebés, há bebés por todo o lado”. Comecei de imediato a colocá-los em baldes e havia baldes, e baldes, e baldes cheios de pequenos polvos», contou Devin Dumont ao jornal Savannah Now.

Octavius chegou ao aquário da Geórgia no dia 8 de Agosto, transferida de um aquário de Charleston, na Carolina do Sul. Ninguém sabia qual o seu sexo, pelo que o nascimento de dezenas de milhares de crias apanhou todos de surpresa.

 

Fêmea morre

Os polvos-fêmea podem armazenar esperma durante semanas e depositá-los apenas quando consideram que estão reunidas as condições ideais para as crias nascerem. Foi o que terá acontecido com Octavius, cujo tempo de vida agora esgota-se rapidamente.

A esperança média de vida do polvo-comum (Octopus vulgaris) varia entre 1 a 5 anos. Os machos morrem pouco tempo depois do período de cópula, que pode durar cerca de 40 dias; as fêmeas, após a eclosão dos ovos. Até isso acontecer, elas têm a preocupação de mantê-los limpos e oxigenados. Durante esse período, não se alimentam, perdendo até cerca de 30% do seu peso, o que lhes provoca a morte.

«Ela arrisca a última fase da sua vida para proteger as crias», acrescentou Devin Dumont.

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