Ameaça

Camorra oferece 5000 euros a quem matar Pocho, um cão da Polícia napolitana

Jack russel com nove anos de idade já descobriu duas toneladas de droga desde que começou a trabalhar, em 2016. Está a um ano de reformar-se
Bichos
Camorra ameaça matar Pocho
Camorra ameaça matar Pocho
Pocho descobriu cocaína diluída em leite no biberão de um bebé de meses (Foto: Alessandro Giardini/Facebook)

A Camorra está a oferecer uma recompensa de cinco mil euros a quem matar Pocho, um dos cães da Polícia napolitana que combate o tráfico de droga, segundo o jornal The Times.

Pocho, um jack russel com 9 anos de idade, já descobriu mais de duas toneladas de estupefacientes desde que começou a trabalhar, em 2016, o que significou milhões de euros de prejuízos à máfia.

Há algumas semanas, ele foi o responsável pela apreensão de 30 quilos de cocaína pura em Nocera Inferiore, na província de Salerno. Também detectou cocaína misturada com leite num biberão de um bebé com meses de idade.

Aquela que é uma das maiores e mais antigas organizações criminosas de Itália tem recorrido a vários estratagemas para conseguir despistar Pocho, todas sem sucesso. De acordo com o jornal La Stampa, nos locais onde o estupefaciente é armazenado são colocadas cadelas no cio para o distrair.

 

À procura de sucessor

Pocho foi baptizado em homenagem ao futebolista napolitano Ezequiel Lavezzi (conhecido por esta alcunha). Segundo o jornal Daily Mail, ele pertencia a um médico que vivia junto ao estádio de futebol da San Paolo, que o ofereceu à polícia quando descobriu um o filho era alérgico ao pêlo do cão.

O cão está a um ano de se reformar. Entre os seus potenciais sucessores está Kira, uma cadela de raça pastor alemão, que tem também tido um bom desempenho.

Não é a primeira vez que um cão de uma unidade policial de combate ao tráfico de droga é ameaçado de morte. Em Julho, um cartel colombiano ofereceu 6000 euros a quem matasse Sombra, uma cadela que trabalha na detecção de estupefacientes desde 2016, como o jornal Os Bichos noticiou.

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