Protecção

Abrigo para vítimas de violência doméstica em NY construído a pensar nos animais

Refúgio, localizado em Brooklyn, foi pintado com cores agradáveis aos olhos das mascotes, tem mobiliário preparado para elas e um espaço exterior de recreio
Bichos
Vítimas de violência doméstica
Vítimas de violência doméstica
Muitas vítimas recusam sair do quadro de violência doméstica para não terem que deixar os seus animais (foto: Daga_Roszkowska/Pixabay)

As vítimas de violência doméstica vão poder contar, em breve, com mais um abrigo em Nova Iorque onde poderão viver com as suas mascotes. Embora não seja um projecto inovador naquele estado americano, este é o primeiro equipamento do género construído a pensar nos animais de estimação.

O PALS Place, localizado em Brooklyn, terá 30 apartamentos preparados para acolherem até 100 pessoas e 30 animais de estimação. O refúgio foi pintado com cores agradáveis aos olhos dos animais, tem mobiliário apropriado para eles, uma zona exterior de recreio e uma área para cuidados de higiene e beleza.

“Nós sabíamos, por conversas com sobreviventes, que as pessoas adoram os seus animais de estimação, e sabíamos que um determinado número de vítimas nunca os deixaria para trás”, disse ao jornal New York Post Nathaniel Fields, director executivo do Instituto Urban Resource, responsável pelo abrigo.

O mesmo responsável acrescentou que muitas vítimas de violência doméstica não procuram, por vezes, estes refúgios por não aceitarem animais de estimação.

 

Mascotes são importantes

Um inquérito nacional realizado a sobreviventes de violência doméstica concluiu que 48% das vítimas recusam ir para um abrigo porque teriam que deixar as suas mascotes. Em mais de 70% dos casos, segundo Nathaniel Fields, o agressor ameaçou, feriu ou matou o animais de estimação da vítima.

Hope Dawson, de 33 anos de idade, confirma o quão importante é a existência de abrigos que também recebam animais. Em 2016, saiu de casa, em Houston, com os dois filhos e a cadela, Coco. Procurou um abrigo em Brooklyn, mas muitos recusavam receber também a mascote da família.

“Eu não sabia o que iria fazer com Coco, e não era hipótese não ter a Coco connosco. Ela é uma parte da nossa família”, referiu ao New York Post. Acabou por encontrar um refúgio onde todos se mantiveram juntos: “Foi como se tivéssemos ganhado a lotaria”.

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