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Britânica descobre que tem cancro graças à sua gata

Missy passou a deitar-se sobre uma determinada parte do peito da dona, o que não era habitual. Angela Tinning começou a sentir uma ligeira dor e decidiu ir ao médico
Bichos
Britânica descobre que tem cancro
Britânica descobre que tem cancro
Um estudo de 2017 defende que os gatos deveriam ser treinados para identificarem odores, tal como os cães o são

Uma britânica de 45 anos de idade diz que deve a sua vida à gata, Missy. Angela Tinning contou ao jornal Metro que a partir de determinada altura, o animal começou a comporta-se de forma diferente. Passou a aninhar-se mais vezes sobre uma parte do seu peito, e Angela notou que sentia alguma dor quando isso acontecia.

Para se tranquilizar, esta oficial das Finanças, residente em Lemington (New Castle), consultou o médico. Realizou exames e descobriu que tinha células pré-cancerosas. Foi então submetida a uma intervenção cirúrgica para as remover.

Dois anos depois, Missy voltou a comportar-se de forma estranha. Angela Tinning foi uma vez mais ao médico para descobrir que teria que ser submetida a uma mastectomia, devido a um cancro na mama.

«Eu já tinha ouvido falar de cães que têm um instinto para perceber se os donos estão doentes, mas nunca tinha ouvido o mesmo sobre gatos, mas alguma coisa não estava bem», disse ao jornal Metro.

«A minha gata não é muito afectuosa e é até muito briguenta, por isso, tratou-se de um comportamento estranho nela. Ela voltou a deitar-se no meio peito e a tocar na mesma área que antes», acrescentou. «Fui ao médico e fiz uma biópsia.»

 

Olfacto desenvolvido

O cancro foi diagnosticado cedo, mas se não fosse Missy, poderia demorar meses a ser detectado. Angela Tinning, que candidatou a Missy ao prémio Gato Herói do National Cat Awards, referiu ainda: «Quando a Missy começou a saltar para o meu peito, esse foi meu alerta. Se tivesse esperado, provavelmente teria desenvolvido um tumor bem maior.»

Este não é o primeiro caso em que um gato alerta o dono para a existência de uma possível doença. Em 2009, um homem residente em Calgary (Alberta, Canadá) contou que foi graças ao seu gato, Tiger, de oito ano de idade, descobriu que tinha cancro nos pulmões.

«Ele começou a saltar para a cama e colocava a pata no lado esquerdo do meu peito – ele estava convencido de que alguma coisa estava errada. E era precisamente aí que o cancro estava», explicou à imprensa na altura.

Os autores de um artigo publicado em Fevereiro de 2017 na revista Applied Animal Behaviour Science defendem que os gatos têm uma «melhor discriminação olfactiva» do que os cães. Consideram ainda que dada a importância da percepção sensorial nos felinos, estes poderiam ser treinados para detectar odores, tal como os cães.

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