Campanha

Unilever apela ao fim dos testes com animais na indústria cosmética

Todos os anos, cerca de 115 milhões de animais são utilizados em todo o mundo em experiências. Método é proibido na União Europeia desde 2013
Bichos
Unilever apela ao fim dos testes com animais
Unilever apela ao fim dos testes com animais
Muitos dos animais utilizados nas experiências são mortos no final, devido às sequelas com que ficam

O grupo Unilever lançou um apelo mundial para que acabem os testes com animais na indústria cosmética. Esta forma de testar produtos de beleza é proibida na União Europeia desde 2013. No entanto, uma investigação da Cruelty Free International concluiu que anualmente, cerca de 115 milhões de animais ainda são usados em todo o mundo neste tipo de experiências.

O apelo da Unilever surgiu na sequência de um protocolo assinado com a Human Society International, uma associação de protecção animal, e foi feito na semana em que a marca Dove (que pertence ao grupo) conquistou o selo de “não testado em animais” atribuído pela PETA (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais). A partir de Janeir, todos os produtos daquela marca irão exibir o selo.

Ao jornal Independent, o porta-voz do grupo disse: “Mais de 35 países já baniram os testes em cosméticos e nós temos mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de modelos de testes sem o uso de animais e temos 50 parceiros em todo o mundo”. E acrescentou: “Partilhamos abertamente o nosso conhecimento e abordagens e oferecemo-nos para colaborar com ainda mais parceiros”.

 

Experiências agressivas

O vice-presidente da Human Society International para a investigação e toxicologia, Troy Seidle, espera que a decisão da Unilever inspire outras empresas de artigos de cosmética a seguirem o seu exemplo. “Apelamos a que outras marcas de produtos de beleza sigam o exemplo e se juntem ao lado certo da história”, apelou.

Há cerca de um mês, o estado americano da Califórnia aprovou um projecto de lei que proibirá a venda de produtos de cosmética testados em animais a partir de 1 de Janeiro de 2020.

Os cientistas utilizam animais para avaliarem a eficácia dos produtos de beleza ou dos medicamentos. Contudo, vários estudos já comprovaram que estas experiências causam um grande sofrimento, angústia e danos permanentes nos animais. Vários são mortos após o fim dos testes, devido às sequelas com que ficam.

Segundo a associação Cruelty Free International, os testes mais comuns envolvem a exposição dos animais à radiação, o forçá-los a inalarem gases tóxicos ou a ingerirem substâncias potencialmente nocivas. As espécies mais utilizadas são os ratos, peixes, coelhos e porquinhos-da-índia.

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.