Bem-estar

Governo grego proíbe turistas com excesso de peso de andarem de burro

Regras referem-se aos burros utilizados para passearem turistas na ilha de Santorini. A partir de agora, só pessoas com menos de 100 quilos podem montar estes animais
Bichos
Governo grego proíbe turistas obesos de andarem de burro
Governo grego proíbe turistas obesos de andarem de burro
Burros são utilizados para levarem os turistas a locais onde os automóveis não entram (foto: Pixabay)

O governo grego decidiu proibir os turistas obesos de andarem de burro na ilha de Santorini. A decisão foi tomada depois de activistas dos direitos dos animais se terem queixado que os burros sofrem de lesões na coluna devido ao excesso de peso de muitos turistas e de uma ampla cobertura mediática sobre o tema em Julho, avança a edição britânica do jornal Metro. Foi ainda promovida uma petição que recolheu mais de 100 mil assinaturas.

A partir de agora, apenas pessoas com menos de 100 quilos de peso ou com um quinto do peso corporal dos burros pode montá-los. O ministro grego do Desenvolvimento Rural e Alimentação determinou que estes animais só podem transportar peso suportável tendo em conta o seu tamanho, idade e condição física, segundo a CNN.

Os burros são um dos bilhetes-postais da ilha grega de Santorini. Durante o verão, transportam os turistas pelas ruas estreitas e íngremes, locais onde os automóveis não têm acesso. Muitas vezes, fazem-no sem períodos de descanso.

Os defensores dos direitos dos animais denunciam que eles trabalham muitas horas por dia, sete dias por semana, sem terem um local onde possam descansar e sem a quantidade de alimento e água adequada. As condições em que trabalham provocam-lhes lesões na coluna e feridas no dorso, devido às selas mal apertadas.

 

Melhores condições de trabalho

O regulamento do governo determina que os donos dos burros de trabalho deverão assegurar-se que o seu nível de saúde é elevado. «No alojamento e nas instalações de trabalho, devem existir materiais de desinfecção», pode ler-se. Também lhes devem ser fornecidos alimentos adequados e água potável fresca em recipientes apropriados, que devem ser lavados pelo menos uma vez por dia. O mesmo documento proíbe que os animais doentes, feridos, em gestação avançada ou com os cascos deficientemente cuidados possam ser utilizados para passear os turistas.

Os activistas denunciam também que os habitantes locais estão dispostos a tirar o máximo proveito destes animais, forçando-os a cruzamentos entre espécies para conseguirem criar mulas mais altas e maiores, capazes de transportar cargas mais pesadas.

Em declarações ao jornal Metro, Elisavet Chatzi, de 45 anos de idade, uma das activistas que participou nas manifestações em Atenas contra as condições em que os burros trabalham, mostrou-se satisfeita com a decisão do governo: «É um passo muito grande, acho que o nosso trabalho valeu a pena».

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