Efeméride

Dia Mundial da Lula: descubra 10 curiosidades sobre este molusco

Embora muitas vezes seja confundida com o polvo, a lula tem características muito diferentes. Conheça alguns factos curiosos
Bichos
Hoje, é o Dia Mundial da Lula
Hoje, é o Dia Mundial da Lula
A lula-gigante do Aquário Vasco da Gama foi capturada perto da Terra Nova em Julho de 1972 (foto: Diana Quintela/Arquivo Os Bichos)

Depois do polvo, a lula. Hoje, é o Dia Mundial da Lula e neste artigo, o jornal Os Bichos apresenta-lhe 10 curiosidades sobre este animal, muitas vezes confundido com o polvo. Há, no entanto, diferenças entre ambos, como por exemplo: a maioria das lulas prefere nadar à superfície da água, os polvos gostam mais de rastejar no fundo do mar; as primeiras têm o corpo alongado, os segundos, arredondado; as lulas têm oito braços (para capturar alimento) e dois tentáculos (com função reprodutora), os polvos têm só oito braços.

 

Conheça 10 factos curiosos sobre as lulas:

 

1 – Existem cerca de 300 espécies identificadas, embora se acredite que pelo menos mais 200 estão ainda por catalogar. A maior é a lula-colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni), considerada também o maior invertebrado do mundo. Em adulto, pode ter entre 12 a 14 metros de comprimento. A mais pequena é a lula sepiolida (Sepiolida), que mede menos de 2,5 centímetros e pesa cerca de sete gramas.

 

2 – Algumas espécies vivem a quatro mil metros de profundidade.

 

3 – À semelhança dos peixes, a lula (que é um molusco) respira por duas guelras. Mas ao contrário dos moluscos, não tem uma concha externa, mas sim, uma interna, onde os músculos se prendem, suportando o movimento do corpo.

 

4 – A maioria das espécies tem oito braços, todos do mesmo tamanho. A única excepção é a lula-de-braços-longos (Magnapinna), que tem 10. Trata-se de uma espécie que foi avistada poucas vezes. O primeiro exemplar, da família Magnapinna talismani, foi capturado nos Açores em 1907.

 

5 – Assim como os polvos, consegue mudar de cor graças às cromatóforos, células de pigmentação presentes em todo o corpo. Trata-se de uma técnica de camuflagem que lhes permite escapar aos predadores ou mais facilmente apanharem as suas presas.

 

6 – A lula vagalume (Watasenia scintillans) emite luz própria, de cor azul fluorescente. Isto acontece devido aos fotóforos, órgãos presentes em todo o corpo. Todos os anos, entre Março e Maio, milhares destes animais desovam na baía japonesa de Toyama, criando um espectáulo de luz que atrai muitos turistas ao local. Estas lulas bioluminescentes medem, no máximo, sete centímetros.

 

7 – Tal como a maioria dos cefalópodes, as lulas possuem apenas um pigmento visual, o que significa que não conseguem distinguir cores.

 

8 – A tinta libertada pela lula sépia (Sepia officinalis) foi utilizada durante muitos anos para dar um aspecto envelhecido às fotografias. A fotografia em sépia começou a ser utilizada em 1880. Actualmente, são usadas substâncias químicas, e não orgânicas, na aplicação dessa técnica.

 

9 – Depois de desovarem, as lulas morrem. O seu ciclo de vida da maioria das lulas é de apenas um ano.

 

10 – Em 2005, o Aquário de Melbourne, na Austrália, pagou 100 mil dólares (cerca de 87 mil dólares à taxa de conversão actual) por uma lula-gigante (Architeuthis) com sete metros de comprimento e 250 quilos de peso capturada por um pescador na costa da Ilha do Sul (Nova Zelândia). O Aquário Vasco da Gama, no Dafundo, tem um exemplar que mede 8,2 metros e pesa 207 quilos.

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