Catástrofe

Incêndio em Sintra e Cascais obrigou à evacuação de dois centros hípicos

Setenta cavalos foram retirados durante a madrugada deste domingo para vários locais. A meio da tarde, quatro ainda estavam no quartel da GNR da Ajuda, em Lisboa, em observação
Fátima Mariano
Incêndio atingiu Sintra e Cascais este domingo
Incêndio atingiu Sintra e Cascais este domingo
Incêndio deflagrou por volta das 23.50 horas de sábado na zona da Peninha, em Sintra (foto: Direitos Reservados)

O incêndio que na madrugada deste domingo atingiu os concelhos de Sintra e de Cascais obrigou à evacuação de dois centros hípicos por medida de precaução. Devido ao perigo de poderem ser atingidos pelas chamas, os centros hípicos da Costa do Estoril, na Charneca, e do Real Clube de Campo Dom Carlos I, em Areia, foram evacuados entre as duas e as seis da madrugada.

Os animais foram transportados para o Hipódromo Municipal Manuel Possolo, Quinta da Bicuda, Quinta do Trevo e instalações da GNR, em Cascais.  De acordo com uma fonte desta força policial, ao meio da tarde deste domingo, quatro cavalos encontravam-se no quartel da Ajuda, em Lisboa, a serem observados por médicos veterinários.

As chamas deflagraram por volta das 22.50 horas deste sábado do lugar de Peninha (Sintra) e rapidamente alastraram ao vizinho concelho de Cascais, o mais atingido. O incêndio obrigou a evacuar o parque de campismo de Cascais e várias localidades. Cerca de 350 pessoas tiveram que ser retiradas. Registaram-se pelo menos 21 feridos ligeiros.

 

Incêndio controlado

Adéle Gambini, gerente do Centro Hípico da Costa do Estoril, situado na localidade de Charneca, contou ao jornal Os Bichos que a operação de retirada dos cavalos decorreu dentro da normalidade possível, «graças há muita ajuda» que tiveram.

«Às três da manhã, tínhamos cerca de 200 pessoas a ajudar, entre funcionários, elementos da GNR e responsáveis de outros centros hípicos», disse. «Estou muito orgulhosa.»

Entre as duas e as seis da manhã, foram retirados deste local 60 cavalos. Nenhum sofreu qualquer ferimento ou intoxicação. «É importante, nestes momentos, estarmos rodeados das pessoas certas. Os cavalos são animais de grande porte, que na natureza têm o instinto do medo apurado», explicou Adéle Gambini.

Ao meio-dia, a protecção civil deu indicações de que os animais poderiam regressar, uma vez que as chamas estavam controladas. Contudo, devido à existência de vários focos de incêndio nas redondezas, a meio da tarde, ainda só metade tinha voltado ao centro hípico.

Não foi possível ouvir qualquer responsável do Real Clube de Campo Dom Carlos I, situado na localidade de Areia.

Em caso de catástrofe, como é o caso de um incêndio florestal, os animais não deverão ser deixados para trás. Recorde neste artigo alguns conselhos sobre o que fazer para não os colocar em risco.

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