Alerta

Raiva está a propagar-se na Ásia devido ao comércio de carne de cão e de gato

Cerca de 30 milhões de animais e entre 50 mil a 70 mil pessoas morrem todos os anos vítimas desta doença. Sexta-feira, assinala-se o Dia Internacional da Raiva
Bichos
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Alguns países asiáticos já estão a tomar medidas para acabar com a venda de carne de cão e de gato (foto: rohitink/Pixabay)

O comércio de carne de cão e de gato na Ásia tem permitido a expansão da raiva nesta região e dificultado o combate a esta doença infecciosa, que pode ser fatal para animais e seres humanos. Estima-se que anualmente cerca de 30 milhões de animais morrem devido à raiva, uma doença transmissível ao Homem através da saliva (normalmente, na sequência de uma mordida). Na sexta-feira, assinala-se o Dia Internacional da Raiva.

Esta quarta-feira, 83 organizações não governamentais (ONG) de protecção animal divulgaram uma carta aberta aos governos dos países asiáticos alertando-os para o facto de a maioria das mortes em seres humanos provocadas pela raiva se registar na Ásia. Todos os anos, morrem entre 50 mil a 70 mil pessoas vítimas desta doença, sendo que 90% dos casos ocorre naquela parte do globo.

«A Organização Mundial da Saúde e a Aliança Global para o Controlo da Raiva reconheceram a ligação entre o contágio da raiva e o comércio de carne de cão», referiram as associações num comunicado conjunto divulgado pela Human Society Internacional e firmado em Jacarta, na Indonésia.

«Isto faz com que um grande número de cães infectados, mas que não estejam identificados, sejam transportados para longas distâncias», acrescentam.

 

Prevenção é a palavra de ordem

Louis Nel, da Aliança Global para o Controlo da Raiva, refere: «Podemos não conseguir mudar facilmente a cultura ou o hábito, mas devemos garantir o cumprimento das medidas comprovadas para a prevenção das doenças dos animais e impedir o contrabando de cães para limitar a expansão da raiva. Estes comerciantes movem-se exclusivamente pelo lucro e desconsideram os riscos para a saúde humana e animal».

As 83 ONG também reconhecem que a carne de cão e de gato é consumida por uma minoria da população e que vários governos estão já a tomar medidas para proibir a sua venda e consumo.

As organizações signatárias desta carta aberta estão sedeadas na Indonésia, China, Hong Kong, Vietnam, Filipinas, Índia, Camboja, Singapura, Taiwan, em vários países europeus e nos Estados Unidos da América.

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