Inovação

Empresa holandesa constrói a primeira exploração pecuária flutuante do mundo

Equipamento funcionará em Roterdão e deverá estar concluído até ao final deste ano. Terá 40 vacas, que produzirão mais de 800 litros de leite e iogurte por dia
Bichos
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As vacas serão ordenhadas por robôs e os seus dejectos vendidos como fertilizante (foto: Pixabay)

A empresa holandesa Beladon deverá ter em funcionamento até ao final do ano a primeira exploração pecuária flutuante do mundo. Este equipamento inovador está a ser construído perto da foz do rio Nieuwe Mass, em Roterdão. Em Novembro, chegarão as primeiras 40 vacas da raça Meuse Rhine Issel, conhecidas por viverem durante muito tempo e terem uma saúde robusta. Um mês depois, a quinta deverá estar a produzir mais de 800 litros de leite e de iogurte por dia.

O objectivo deste projecto é tornar as cidades mais auto-suficientes e reduzir os gastos e a poluição associados ao transporte do leite desde o local em que é produzido até àquele em que é consumido. De acordo com o sítio da Internet Quartz, a ideia ocorreu ao director executivo da empresa, Peter van Wingerden, em 2012, durante uma viagem à cidade americana de Nova Iorque por alturas do furacão Sandy.

“Setenta por cento da superfície da terra é água, enquanto a população mundial está a crescer e a terra arável é limitada, por isso, temos que procurar outras formas de produzir alimento fresco próximo dos cidadãos, para reduzir o transporte”, explicou à NBC News Minke van Wingerden, líder do projecto.

 

Exploração ecológica

A exploração pecuária será construída numa plataforma com cerca de 1200 metros quadrados, com paredes de vidro, e terá três pisos. No último, haverá um pasto para as vacas se alimentarem. No andar intermédio, será recriado um jardim com árvores artificiais, onde os animais serão ordenhados por robôs. No piso térreo, será instalado todo o equipamento necessário ao processamento e embalamento do leite e do iogurte.

Os consumidores poderão visitar a quinta e ver os robôs a recolherem os dejectos das vacas, que serão vendidos como fertilizantes ou convertidos em energia a ser utilizada localmente.

Segundo os responsáveis pela exploração pecuária, as vacas podem sair dos cercados sempre que quiserem e, inclusive, dirigirem-se a um campo adjacente, situado em terra firme, ao qual podem aceder através de uma rampa.

Minke van Wingerden assegura que o equipamento permanecerá estável mesmo em condições atmosféricas adversas. “Perguntámos aos médicos veterinários em Utrecht se as vacas iriam enjoar, mas responderam que não”, acrescenta

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