Tolerância

Primeiro réptil-café abriu na capital cambojana

Proprietário pretende acabar com os preconceitos que ainda existem sobre estes animais. Estabelecimento é sobretudo popular entre as mulheres
Bichos
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Clientes do café podem interagir livremente com cobras, lagartos e escorpiões (foto: Ana_M/Pixabay)

Um café da cidade cambojana de Phnom Penh permite aos seus clientes interagirem com escorpiões, pitões, lagartos e outros animais «menos compreendidos». O objectivo segundo o proprietário, é que os clientes não olhem para eles como «animais assustadores» ou alimento. Neste país, os insectos fritos são uma das especialidades gastronómicas.

Este é o primeiro estabelecimento do género no Cambodja, mas segundo o jornal Le Point, estes cafés são muito populares no Japão.

O dono, Chea Rathy de 32 anos de idade, conta que a ideia está a ter uma boa aceitação, especialmente entre as mulheres que «colocam cobras ao pescoço para tirarem selfies» e partilharem nas redes sociais.

No café, existem vários terrários onde estão expostas serpentes de vários tamanhos e cores. Os clientes que quiserem, podem retirá-las e interagir com elas, sem terem que pagar qualquer taxa.

 

Réptil-café popular

Y. Navim, de 22 anos de idade, contou ao jornal The Hindu que nunca tinha visto muitos dos répteis existentes no café. «Eles são lindos e assustadores», diz, enquanto uma cobra-do-milho (Pantherophis guttatus) descansa na sua mão.

Apesar de estar a ganhar popularidade, o «réptil-café» tem sido criticado por manter os animais presos. Chea Rathy argumenta que estes animais, comprados na Tailândia, nasceram em cativeiro e, por isso, não sobreviveriam se fossem largados na natureza.
Chea Rathy teve a ideia de abrir o réptil-café na sequência da popularidade dos muitos gatos-cafés que já existem na capital cambojana. O seu principal objectivo é acabar com os preconceitos que ainda existem em relação a estes animais.

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