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Zoo de Lisboa anuncia nascimento de duas crias de primatas

Este sábado, assinala-se o Dia Internacional dos Primatas. Mais de 60% destes animais estão em risco de extinção, principalmente devido à extinção do habitat
Bichos
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O macaco-capuchinho-de-peito-amarelo existe apenas na zona sul do estado brasileiro da Baía (foto: Jardim Zoológico de Lisboa)

Um macaco-de-brazza (Cercopithecus neglectus) e um macaco-capuchinho-de-peito-amarelo (Sapajus xanthosternos) são as mais recentes crias de primatas do Jardim Zoológico de Lisboa. O primeiro, um macho, nasceu no dia 18 de Junho; o segundo, cujo sexo ainda não é identificável, a 17 de Agosto, anunciou a instituição esta sexta-feira.

Este sábado, assinala-se o Dia Internacional dos Primatas. Mais de 60% estão em risco de extinção e quase metade (43%) estão classificados como «em perigo» ou «criticamente em perigo», os dois níveis mais próximos da extinção na natureza.

No Zoo de Lisboa vivem 31 espécies/subespécies de primatas. Desde o pequeno saguim-bicolor (Saguinus bicolor), considerada «em perigo» na floresta tropical da região do Amazonas, no Brasil; ao gorila-ocidental-das-terras-baixas (Gorilla gorila gorilla), «criticamente em perigo» nas terras baixas africanas entre os Camarões e o Gabão; sem esquecer o lémure-de-cauda-anelada (Lemur catta), «em perigo» em Madagáscar e listado como uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas do Mundo.

Tem também ao seu cuidado o emblemático mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), embaixador da conservação da Mata Atlântica, no Brasil, e o macaco-do-japão (Macaca fuscata), que representa a importância das medidas de gestão das populações para a sobrevivência e coexistência com as populações humanas. O icónico chimpanzé (Pan) também é um habitante a que nenhum visitante fica indiferente pela sua semelhança morfológica e, sobretudo, comportamental, com o próprio Homem.

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O macaco-de-brazza é alvo de caça para alimentação humana (foto: Jardim Zoológico de Lisboa)
Primatas em perigo

Relativamente às novas crias, o macaco-de-brazza, considerado um inconfundível representante dos macacos africanos, deve o seu nome ao explorador de origem italiana Pierre Savorgnan de Brazza, que identificou esta espécie. Apesar de não estar em risco de extinção, a maior ameaça à sua sobrevivência é a perda do habitat, sobretudo para a indústria madeireira e para a expansão agrícola. O macaco-de-brazza é também alvo de caça para alimentação humana.

Quando ao macaco-capuchinho-de-peito-amarelo, trata-se de uma espécie arborícola e bastante sociável. Conhecido pela pelagem amarelada no peito e na parte superior dos membros anteriores, existe unicamente no Brasil, em pequenas áreas de floresta tropical húmida atlântica, no sul do Estado da Baía. Desde 2002, é considerada uma das 25 espécies de primatas mais ameaçadas no mundo e a sua população continua a diminuir, sobretudo devido à destruição do seu habitat.

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