Conservação

Cria de órix-de-cimitarra nasceu no Jardim Zoológico de Lisboa

Espécie está extinta na natureza há mais de 20 anos, existindo apenas em zoos ou áreas vedadas protegidas. Zoo de Lisboa tem seis exemplares
Bichos
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Os órix-de-cimitarra só existem em zoos e em áreas vedadas protegidas (foto: Jardim Zoológico de Lisboa)
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Cada fêmea tem uma cria por ano, que amamenta até aos quatro meses de idade (foto: Jardim Zoológico de Lisboa)
O Jardim Zoológico de Lisboa anunciou esta sexta-feira o nascimento de uma cria de órix-de-cimitarra (Oryx dammah), uma espécie extinta na natureza há mais de 20 anos. A fêmea nasceu na madrugada de 19 de Julho e vem juntar-se aos dois machos e três fêmeas que vivem no parque.

A cria, actualmente como cerca de 20 quilos de peso, pode chegar aos 200 quilos na fase adulta. O nome desta espécie advém do facto de os chifres, que podem atingir 1,2 metros de comprimento, se assemelharem a uma cimitarra, espada tradicional de vários povos do Médio Oriente, utilizada pelos antigos guerreiros muçulmanos.

Cada fêmea tem apenas uma cria por ano, que é amamentada até aos quatro meses de idade. A partir de então, vai-se tornando cada vez mais independente da mãe. Esta espécie é ruminante, alimentando-se maioritariamente de herbáceas, e pode passa longos períodos sem beber água.

 

Seis órix-de-cimitarra

Em comunicado, José Dias Ferreira, curador dos mamíferos do Zoo, sublinha que «o nascimento de mais um exemplar desta espécie representa um momento muito especial para o zoo, uma vez que estes animais travam uma grande batalha contra a sua extinção».

De acordo com o mesmo responsável, «a caça, a seca e a desertificação das zonas áridas e desérticas do Norte de África contribuem em larga medida para este facto». «É um orgulho podermos cooperar na sua reprodução e conservação», acrescentou.

Segundo a UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza), o órix-de-cimitarra está extinto na natureza. Os exemplares que ainda existem vivem em jardins zoológicos ou áreas vedadas protegidas, nomeadamente na Tunísia, Senegal e Marrocos.

A espécie consta também do apêndice I da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção).

O Zoo de Lisboa, além de alojar seis órix-de-cimitarra, participa no Programa Europeu de Reprodução da Espécie e apoia financeiramente projectos de reintrodução em parques naturais no Norte de África através do seu programa de conservação.

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