Apoio social

Movimento cívico pede apoio para libertar cães das correntes

Quebr’a Corrente nasceu no final de 2017 e já fez seis intervenções que permitiram retirar as correntes a mais de 10 cães. Em colaboração com os donos, constroem vedações ou portões para criarem um espaço seguro
Fátima Mariano
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Maioria dos casos de cães acorrentados tratados pelo movimento são em zonas rurais (foto: Quebr'a Corrente)
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Dinheiro das campanhas de angariação de fundo servem para a compra de material (foto: Quebr'a Corrente)
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Cães são libertados após a colocação de uma vedação ou de um portão (foto: Quebr'a Corrente)
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Movimento nasceu no final de 2017 após uma primeira intervenção em Santarém (foto: Quebr'a Corrente)
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Voluntários sensibilizam os tutores para a importância da vacinação e desparasitação (foto: Quebr'a Corrente)

O movimento cívico Quebr’a Corrente – Movimento de Libertação de Cães Acorrentados lançou este mês uma campanha de angariação de fundos para construir vedações ou portões em espaços exteriores de modo a conseguir libertar cães que estejam acorrentados. As verbas angariadas até 10 de Setembro serão utilizadas para a aquisição de material diverso, como redes, painéis, postos, paus portões ou ferramentas.

O Quebr’a Corrente nasceu no final do ano passado quando Tânia Mesquita se confrontou com duas cadelas acorrentadas do quintal de um vizinho, numa zona rural do concelho de Santarém. «Elas não tinham um abrigo, nem conforto», contou ao jornal Os Bichos. Tânia falou com ele, «numa perspectiva colaborativa e ele viu a possibilidade de o seu espaço também ser melhorado».

Com a ajuda de amigos, compraram um rolo de rede e outros materiais de construção e em dois dias, estava construída uma área cercada onde as cadelas passaram a viver sem as correntes. Foi assim que surgiu a ideia de criar este movimento. Tânia Mesquita investigou para perceber o que se fazia nesta área em Portugal e no estrangeiro.

Em Portugal, encontrou algumas acções de sensibilização, mas não «de acção directa», de intervenção no terreno. «Nós deixamos de lado a questão do julgamento e intervimos directamente na área onde o animal vive, sempre em colaboração com os tutores», explica.

 

Movimento englobante

Desde que o movimento nasceu, os cerca de 70 voluntários já fizeram seis intervenções, o que permitiu libertar mais de 10 cães acorrentados em diversas partes do país. Tânia Mesquita refere que a maioria das situações que lhes chegam estão em zonas rurais.

Normalmente, na primeira abordagem aos donos dos animais, os elementos do Quebr’a Corrente são logo bem recebidos. «Nós oferecemos o material e a mão-de-obra. Depois, fazemos o acompanhamento, para ver se é preciso algum ajuste na vedação, por exemplo, e ver como é que o animal está», explica a mentora do projecto.

O Quebr’a Corrente tem alguns parceiros os que apoiam quando é necessário esterilizar ou castrar os animais ou no caso de ser necessário uma avaliação do comportamento dos cães e algum treino. Não se limitam a construir os espaços vedados seguros, mas também a sensibilizar os donos para a necessidade da vacinação, desparasitação e identificação electrónica, entre outras obrigações.

2 Comentários
  1. Margarida Graça 2 meses atrás
    Responder

    Obrigada Quwbra Corrente pelo vosso fantástico trabalho junto dos cachorros acorrentados. É crime manter assim os animais.

  2. Marina Delalande 4 semanas atrás
    Responder

    Parabéns e bem hajam. Não consigo ver o nib para fazer a transferência bancária. Sugestão: deveria aparecer quando se entra no link angariação de fundos. Obrigada

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