Ameaça

Cartel de droga colombiano oferece seis mil euros a quem matar cadela-polícia

Sombra, uma cadela de Pastor Alemão, tem seis anos de idade e trabalha desde 2016 no Direcção de Anti-Narcóticos da Polícia Nacional. Já ajudou a apreender 10 toneladas de estupefacientes
Bichos
Sombra
Sombra
Sombra já foi condecorada duas vezes pelo seu trabalho na luta contra o tráfico de droga (foto: Polícia Nacional Colombiana/Twitter)

O líder do Clan del Golfo, uma organização paramilitar colombiana envolvida no narcotráfico, oferece quase seis mil euros (20 milhões de pesos colombianos) a quem matar Sombra, uma cadela de Pastor Alemão que trabalha na Direcção de Anti-Narcóticos da Polícia Nacional. O animal tem seis anos de idade e trabalha na detecção de estupefacientes desde 2016.

De acordo com a CBS News, Sombra já esteve envolvida em mais de 300 operações durante as quais encontrou 10 toneladas de drogas e foram detidas 245 pessoas. Este ano, participou numa acção em Puerto de Urabá, no departamento de Antioquia, tendo descoberto quase três toneladas de cloridrato de cocaína escondidas em cascas de banana que iam ser enviadas para a Bélgica. Numa outra operação, localizou nove toneladas de droga que pertenciam a Darío António Úsuga, popularmente conhecido por Otoniel, o cabecilha do Clan del Golfo.

O seu trabalho na luta contra o tráfico de estupefacientes já lhe valeu ser condecorada por duas vezes com a medalha Wilson Quintero.

 

Sombra com medidas de protecção reforçadas

Por uma questão de segurança, o director da Polícia Nacional, Jorge Nieto, determinou que Sombra fosse transferida em Janeiro para o Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, que está fora da área de influência daquele cartel de droga. O seu dia começa às seis da manhã e o seu trabalho é detectar droga nas bagagens e nas mercadorias transportadas nos aviões.

O New York Times conta que no final do turno de trabalho, a cadela é transportada numa carrinha com vidros fumados até ao canil. Sempre acompanhada por dois guardas armados. «Somos os responsáveis pela sua segurança», diz Jose Rojas, de 25 anos de idade, o tutor de Sombra. «O seu faro é de longe mais apurado do que o de outros cães».

As autoridades policiais colombianas tomaram conhecimento da recompensa oferecida pelo quartel através de uma intercepção telefónica.

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