Conflito

Palestinianos da Faixa de Gaza estarão a usar falcões incendiários

Autoridades israelitas encontraram uma destas aves com material inflamável preso nas patas numa zona que ardeu na segunda-feira
Bichos
Falcão
Falcão
(Foto: Israel Nature and Parks Authority)

As autoridades israelitas acusam os palestinianos da Faixa de Gaza de utilizarem falcões incendiários durante os protestos semanais junto à fronteira dos dois territórios. De acordo com o jornal Bloomberg, esta semana, foi encontrado um falcão morto, pendurado numa árvore, que tinha numa das patas um arnês ao qual estava preso material inflamável.

O animal estava no Parque Nacional Habespor, uma zona próxima da fronteira com a Faixa de Gaza que ardeu na segunda-feira. Foi descoberto depois de as chamas terem sido extintas.

A Autoridade Israelita dos Parques Naturais pondera a apresentação de uma queixa no âmbito dos tratados internacionais sobre a utilização de animais para aquilo que classificam de “terrorismo”.

A associação Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (PETA, sigla em inglês) já condenou o uso do falcão como “arma de guerra”. Numa mensagem publicada na sua página no Twitter na quarta-feira, a organização recorda que “os animais não mostram lealdade para com nenhuma nação, não escolhem lados” e sublinhou que é “inaceitável” que sejam usados como armas de guerra.

 

Armas de guerra

Segundo o Jerusalem Post, já arderam cerca de mil hectares de terreno de reservas naturais e parques nacionais junto à fronteira com a Faixa de Gaza, devido a papagaios-de-papel, balões e preservativos incendiários.

A Bloomberg refere que os engenhos aéreos incendiários tornaram-se a arma de eleição do Hamas, que montou uma unidade de fabrico de papagaios-de-papel e balões incendiários. Desde que os protestos recomeçaram em Março, as tropas israelitas terão matado mais de 140 palestinianos, muitos dos quais desarmados.

Como retaliação pelo uso de engenhos aéreos incendiários, o governo israelita determinou, na segunda-feira, novas restrições aos produtos destinados a Gaza. Serão interrompidas as transferências de combustível, mas mantém-se o envio de alimentos e de medicamentos.

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