Sensibilização

“Não sou carne”, diz um dos cães do presidente da Coreia do Sul

A imagem de Tori está a ser utilizada numa campanha que apela ao fim do consumo da carne destes animais. Cães são mortos por electrocussão, na forca ou à pancada
Bichos
cão


Tori, um dos cães do presidente da Coreia do Sul, é uma das imagens de uma campanha que apela ao fim do consumo da carne destes animais no país. Um peluche feito à imagem de Tori com a frase “Não sou carne” faz parte da campanha promovida pela associação CARE (Coexistence of Animal Rights on Earth), que pretende convencer os sul-coreanos a adoptarem e a protegerem os cães em vez de os comerem.

Vários activistas manifestaram-se na terça-feira em Seul para pedir o fim deste costume milenar, segundo o jornal La Verdad.  O dia 17 de Julho não foi escolhido ao acaso. Este ano, foi o primeiro dos chamados “sambok”, os três dias considerados mais quentes do ano e em que a crença popular apela ao consumo de carne de cão em “Bosingtand”, uma sopa que os sul-coreanos acreditam revitalizar o corpo e aumentar a líbido masculina.

Os activistas exibiram fotografias de cães das quintas de produção e os métodos utilizados para sacrificá-los: desde a electrocussão, à forca e com pancada. Foram também mostradas imagens de 11 cachorros que deveriam transformar-se em carne, mas que morreram prematuramente.

De acordo com uma sondagem do Ministério da Agricultura, só 18% dos sul-coreanos comeu carne de cão em 2017. Mais de 20% dos lares tem pelo menos um destes animais como mascote.

 

EUA juntou-se ao protesto

No mesmo dia, realizaram-se protestos semelhantes em Washington, D.C. e em Los Angeles, nos EUA. Nesta última cidade, marcaram presença Kim Basinger e Priscilla Presley, duas figuras públicas que há muito tempo apoiam a associação Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA, sigla inglesa).

Os manifestantes empunharam cartazes com imagens de cães chacinados e vários tinham ao colo cães mortos. O objectivo da manifestação foi alertar a sociedade americana para a “matança inumana” anual de cerca de um milhão de cães na Coreia do Sul, para que a sua carne seja vendida para consumo humano.

Num email enviado ao jornal USA Today, Chris DeRose, fundador da associação Última Oportunidade para os Animais (Last Chance for Animals, em inglês), explicou: “Os cães representam aqueles que são reiteradamente torturados antes de serem enforcados, agredidos, electrocutados ou cozidos vivos na Coreia do Sul nas quintas de carne de cão”.

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