Legislação

Cidade australiana quer impor obrigações iguais aos donos de cães e de gatos

Conselheiros de Wollondilly quererem que os proprietários tomem medidas para que os felinos não andem a vaguear pelas ruas e que as multas aos donos dos prevaricadores sejam agravadasl
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Gatos alimentam-se muitas vezes de espécies animais protegidas (foto: Pixabay)

O concelho de Wollondilly, na Austrália, vai solicitar ao governo local que os donos de gatos tenham as mesmas obrigações que os de cães. Entre estas contam-se a tomada de medidas para evitar que os felinos saiam de casa e vagueiem pelas ruas.

«Se um cão sair, o dono é multado, o animal é apreendido e o seu nome é colocado numa lista de animais incómodos», recorda o conselheiro Simon Landow, citado pelo Wollondilly Advertiser. «Os gatos andam por aí, vagueando, alimentando-se da vida selvagem e a fazerem o que querem».

Numa reunião realizada na segunda-feira, a maioria dos conselheiros aprovou a proposta de Simon Landow para pedir ao ministro do governo local que altere a Lei dos Animais de Companhia, aprovada em 2008. Outra das propostas passa por obrigar os donos que não estejam registados como criadores a castrar os seus gatos.

Em Junho, o conselho de Wollondilly declarou as reservas de Scotcheys, Silverdale e Lyn Gordon áreas de protecção da vida selvagem. No entanto, vários gatos são frequentemente apreendidos nestas zonas. Simon Landow quer, por isso, que as multas aplicadas aos seus donos sejam agravadas.

Estas propostas mereceram o voto contra apenas de Judith Hannan. A conselheira considera que a mudança da lei «não seria justa» porque os donos de cães não são obrigados a castrá-los, nem há um limite do número de canídeos que cada família pode ter.

Noel Lowry, outro dos conselheiros, respondeu que não está preocupado com a restrição do número de gatos que cada família pode ter porque também há limites quanto ao número de galinhas que podem existir em cada propriedade.

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