Perda

Oito rinocerontes-negros morreram no Quénia depois de terem sido transferidos de reserva

Animais, que pertencem a uma subespécie em grande risco de extinção, terão morrido de envenenamento por sal, depois de beberem água no novo habitat
Bichos
Rinoceronte
Rinoceronte
Estima-se que existam apenas 5500 rinocerontes-negros em todo o mundo (Foto: Pixabay)

Oito rinocerontes-negros (Diceros bicornis), uma subespécie em grande risco de extinção, morreram depois de terem sido transferidos para uma nova reserva, anunciou esta sexta-feira o governo queniano. Ao que tudo indica, os animais morreram de envenenamento por sal, depois de terem bebido uma água diferente no seu novo habitat.

Segundo o jornal francês 20 Minutes, o ministro do Turismo e da Fauna, Najib Balala, ordenou a suspensão imediata da transferência de mais animais. Estes oito rinocerontes-negros fazem parte de um grupo de 11 que foram deslocados em Junho dos parques nacionais de Nairobi e Nakuru para o de Tsavo-Est.

Najib Balala adiantou que os resultados das necrópsias deverão ser conhecidos na próxima semana. Caso se prove que houve negligência ou uma conduta menos profissional por parte dos funcionários da reserva, haverá sanções disciplinares.

Segundo a organização internacional Salvem os Rinocerontes, há menos de 5500 rinocerontes-negros em todo o mundo, todos residentes no continente africano. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF, sigla em inglês), estima que 750 vivam no Quénia.

A ameaça vem sobretudo da caça ilegal, resultado da crença, na Ásia, de que o seu corno tem propriedades medicinais. Cada quilo de corno de rinoceronte custa muitas dezenas de milhar de dólares no mercado negro na China e no Vietname.

O jornal 24 heures recorda que em Maio, três rinocerontes foram abatidos no parque nacional de Meru, no centro do Quénia. Os seus cornos foram seccionados e vendidos no estrangeiro.

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