Veto

Paris rejeita construção de monumento de homenagem aos animais mortos na Grande Guerra

Mais de 11 milhões de animais terão morrido nos campos de batalha entre 1914 e 1918. Conselho de Paris argumenta que a decisão compete ao Estado central
Bichos
Animais na Grande Guerra
Mais de 200 mil cães terão sido usados durante a Primeira Guerra Mundial nos mais diversos serviços (Foto: Kryciak/Pixabay)

O Conselho de Paris rejeitou esta terça-feira uma proposta para a construção de um monumento em homenagem aos milhares de animais que morreram nos campos de batalha durante a Primeira Guerra Mundial, com o argumento de que essa é uma competência do Estado central.

Segundo a imprensa gaulesa, a proposta tinha sido apresentada por um grupo ecologista e pela vereadora Danielle Simonnet (Partido de Esquerda), com o apoio de YannWehrling (Movimento Democrático) e Jean-Baptiste de Froment (Os Republicanos & Independentes).

«Os animais são seres dotados de sensibilidade. Foi por isso que votei pela edificação de um monumento aos animais de guerra, 11 milhões morreram em 1914-1918, e o seu papel foi essencial», escreveu no Twitter Jean-Baptiste de Froment, após a rejeição.

Citada pelo jornal Le Parisien, Catherine Vieu-Charrier (Partido Comunista) explicou que nunca altura em que «está prestes a ser inaugurado um monumento dos mortos da Primeira Guerra Mundial, 100 anos após o sacrifício dos soldados», não pretendem introduzir «a confusão entre das mulheres e homens, por um lado, e a questão dos animais, por outro». «Eu quero que o Estado lide com esta questão e decida. A questão vai muito além deste hemiciclo», acrescentou.

De acordo com a associação Paris Animaux Zoopolis, mais de 11 milhões de cavalos, burras, mulas, 100 mil cães e 200 mil pombos morreram durante os combates. Os animais foram utilizados nos serviços de transporte, vigilância, resgate e informação. Em França, um quarto dos cavalos existentes à época foi requisitado pelo Exército, devido à situação de guerra.

A associação lembra ainda que cidades como Londres (Inglaterra), Camberra (Austrália), Otava (Canadá) e Bruxelas (Bélgica) já construíram monumento sem homenagem aos seus animais mortos durante o conflito.

Em comunicado, lamenta que, uma vez mais, o executivo de Paris reitere «a sua profunda indiferença quanto à causa animal». E acrescenta: «O executivo já havia invocado a ausência de poderes policiais para se recusar a proibir no seu território, os circos que utilizem animais nos seus espectáculos».

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.