Investigação

NASA enviou 20 ratos de laboratório ao espaço para preparar a ida do Homem a Marte

Dez dos animais permanecerão em órbita durante 90 dias e os restantes regressam ao fim de um mês. Estudo visa perceber o efeito que uma longa permanência no espaço pode ter no seu corpo
Bichos
A cada duas semanas, serão recolhidas analisadas amostras de fezes e as mudanças nos corpos dos ratos (Foto: Pixabay)

Vinte ratos de laboratório estão a caminho da Estação Espacial Internacional – EEI (onde deverão chegar na segunda-feira) para fazerem parte de um estudo que visa perceber de que forma o seu corpo reage a uma longa permanência no espaço.

Segundo o sítio da Internet Futurism, 10 dos animais permanecerão em órbitra durante 90 dias (o que equivale a nove anos de viva na terra) e os restantes regressarão à terra dentro de um mês. Nas instalações da NASA estão outros 20 ratos de laboratório, que irão viver num local que simula as mesmas condições da EEI (excepto a falta de gravidade), e um outro grupo de controlo a viver em condições normais.

A cada duas semanas, os astronautas da Estação Espacial Internacional e os investigadores em terra vão recolher amostras de fezes de todos os grupos para as analisar e comparar e ver, através de um dispositivo especial de medição, de que forma o corpo dos ratos que estão no espaço vai mudando em relação aos que estão em terra.

A investigação está a cargo dos neurobiólogos Fred Turek e Martha Vitaterna, do Centro do Sono e Biologia Circadiana da Universidade de Northwestern, em Chicago (EUA). Os cientistas vão verificar de que forma a permanência no espaço afecta o ritmo circadiano dos ratos (processo biológico que ocorre em ciclos de 24 horas), a microbioma (bactérias e outros microorganismos que vivem no nosso corpo) e outros processos fisiológicos.

“Noventas dias pode não parecer muito tempo, mas para um rato, é”, referiu Martha Vitaterna ao Business Insider, explicando que os ratos respondem mais rapidamente do que os seres humanos aos efeitos de estarem no espaço.

Os resultados deste estudo poderão ajudar a perceber de que forma uma longa estadia no espaço afecta o corpo antes de serem enviados seres humanos para Marte. Recorde-se que a NASA pretende construir a primeira colónia humana no planeta vermelho nos anos 2030. Até ao momento, o astronauta que permaneceu mais tempo no espaço foi o americano Scott Kelly, que esteve 340 dias na Estação Espacial Internacional.

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