Protecção

Governo espanhol cria área marinha protegida no Mediterrâneo

Conselho de Ministros aprovou esta sexta-feira um real decreto que proíbe as prospecções de hidrocarbonetos e os projectos de extracção de gás e de petróleo no corredor de migração dos cetáceos
Bichos
A baleia-piloto é uma das espécies marinhas que utiliza o corredor do Mediterrâneo durante a fase de migração (Foto: Pixabay)

O Conselho de Ministros espanhol aprovou esta sexta-feira um real decreto que cria uma área marinha protegida no Mediterrâneo, na qual estão proibidas as prospecções de hidrocarbonetos e os projectos de extracção de gás e de petróleo. As licenças já atribuídas vão ser revistas.

Segundo a imprensa espanhola, a reserva marinha, terá cerca de 46,3 mil quilómetros quadrados de área e 85 quilómetros quadrados de largura média, localiza-se entre as Ilhas Baleares e o território continental. Trata-se de uma área extremamente importante para a biodiversidade, uma vez que funciona como corredor de migração de diversas espécies aves, tartarugas marinhas (Cheloniidae) e de cetáceos, como o cachalote (Physeter macrocephalus), as baleias-piloto (Globicephala) e os golfinhos.

Estudos realizados demonstraram que o ruído provocado pelas actividades de prospecção de hidrocarbonetos ou de extração de gás e de petróleo tem um forte impacto nos animais marinhos, especialmente nos cetáceos, que dependem do som para todas as suas actividades. A perda de audição desorientam-os e provoca encalhes em massa.

Com esta decisão, o corredor passará a fazer parte das Zonas Especialmente Protegidas de Importância para o Mediterrâneo do chamado Convénio de Barcelona e o governo espanhol garante que até 2020 pelo menos 10% das zonas marinhas costeiras do país estão protegidas.

Segundo a ministra da Transição Ecológica, Teresa Ribera, Espanha passa a ser “um dos países do mediterrâneo com mais superfície marinha protegida”.

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