Transporte

Delta Airlines proíbe cães de raça pit bull na cabine, mesmo que sejam animais de assistência

Companhia aérea alega questões de segurança, uma vez que vários passageiros e funcionários foram recentemente mordidos por cães de assistência ou apoio emocional
Bichos
Delta Airlines vai reduzir o número de cães de assistência autorizados nos voos
Proibição entra em vigor a 10 de Julho e pretende reduzir o número de incidentes envolvendo cães de assistência e de apoio emocional (Foto: Joe Stoltz/Pixabay)

A companhia aérea Delta Airlines vai proibir, a partir de 10 de Julho, que cães de raça pit bull viajem nas cabines dos seus aviões, mesmo que se tratem de animais de assistência e de apoio emocional.

Segundo a empresa, a decisão prende-se com questões de segurança, uma vez que recentemente vários dos seus funcionários e passageiros foram mordidos por cães desta raça.

Ainda de acordo com a Delta Airlines, tendo em conta o aproximar do pico do verão, também só será permitido um cão de assistência ou de apoio emocional por cada passageiro e por voo.

Estas mudanças surgem na sequência da actualização da política de transporte de animais de assistência e de apoio emocional, que entrou em vigor em Março.

Desde então, os acompanhantes destes animais terão que assinar um termo de responsabilidade em que asseguram que eles se comportarão correctamente durante a viagem.

Além disso, todas as pessoas que viajem com animais de estimação deverão apresentar o boletim de vacinas ou de saúde 48 horas antes do voo.

 

Incidentes aumentam

Desde 2016, de acordo com a companhia aérea, aumentaram em 84% os incidentes envolvendo animais de assistência ou apoio emocional.

No início deste mês, um passageiro foi mordido por um cão de assistência num voo da Delta Airlines que fazia a ligação entre Atlanta e San Diego (EUA). A vítima, Marlin Jackson, foi transportada ao hospital e suturada com 28 pontos no rosto.

Diariamente, a empresa transporta cerca de 700 destes animais. Houve passageiros que já tentaram viajar com cobras, aranhas, perus e outras espécies, alegando que se tratavam de animais de companhia ou suporte emocional.

A companhia aérea recorda que o conceito animal de companhia e de suporte emocional está definido.

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