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CERAS precisa de transportadoras para animais selvagens debilitados

Subida repentina da temperatura atmosférica provocou um aumento do número de entradas neste centro do núcleo de Castelo Branco da Quercus. Maioria das solicitações prende-se com crias de aves
Fátima Mariano

Devido à instabilidade do tempo e à subida repentina da temperatura atmosférica, nas duas últimas semanas, aumentou o número entradas no CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens do núcleo regional de Castelo Branco da Quercus. As solicitações têm sido tantas que o CERAS lançou um pedido de ajuda na sua página de Facebook, devido à falta de caixas para fazer o transporte dos animais.

Em declarações ao jornal Os Bichos, a médica veterinária Filipa Lopes referiu que só na quarta-feira entraram no CERAS cinco animais. «O final da primavera, início do verão, é sempre um período de pico. Mas o grande aumento das temperaturas desregula os animais e temos tido muitas solicitações», explicou. «São sobretudo animais desidratados».

Além de o número de pedidos ter aumentado, as transportadoras acabam também por se estragar com o uso. Por isso, a CERAS apela à doação de transportadoras (como as de cães e gatos) ou caixas de plástico preferencialmente com tampa, como as das fotografias. Podem ser deixadas nas instalações do CERAS, em Castelo Branco, ou em qualquer núcleo regional da Quercus.

Os animais que mais têm entrado no centro são crias de aves. «São as mais indefesas. Ou porque falharam o primeiro voo, ou porque falharam as primeiras tentativas de se alimentarem sozinhas ou porque caíram do ninho», exemplifica aquela responsável.

E se algumas espécies de aves beneficiam do facto de estarem juntas, como é o caso dos andorinhões, outras não, o que aumenta ainda mais a necessidade de caixas.

Além das aves, estão neste momento no CERAS duas crias de texugo (cuja mãe foi morta por um cão), uma de veado (encontrado perdido no meio de um rebanho de cabras), uma raposa bebé encontrada subnutrida e um filhote de javali que tem uma infecção.

Fundado em Fevereiro de 1999, o CERAS já recebeu mais de 2730 animais selvagens, sendo a taxa de devolução à natureza ronda os 60%. Caso não seja possível reintroduzir o animal no seu habitat natural, ele é encaminhado para um parque biológico.

A maioria dos animais debilitados é encontrada por particulares, que muitas vezes contactam o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR, e também por vigilantes do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e Florestas).

Além dos donativos em dinheiro ou géneros (como no caso das caixas transportadoras), acolhe também voluntários e tem um programa de apadrinhamento de animais.

1 Comentário
  1. Sara Nunes 2 meses atrás
    Responder

    Tenho transportadora de gato que posso doar. Como fazemos?
    Obrigada

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