Protecção

Europa vai ter o primeiro santuário para antigos elefantes de circo

Refúgio está a ser construído no sul de França e receberá em Agosto os três primeiros animais. Na Europa, 14 países já proibiram a utilização de animais selvagens em circos
Bichos
Estima-se que em toda a Europa ainda existam cerca de 100 elefantes em circos (Foto: Pixabay)

A partir de Agosto deste ano, começará a funcionar no sul de França o primeiro santuário europeu para antigos elefantes de circo graças a um protocolo de colaboração entre as organizações World Animal Protection e Elephant Haven. Nesta primeira fase, serão recolhidos apenas três animais, mas está previsto que até 2020, o refúgio (que terá uma área de 70 hectares) fique preparado para receber mais cinco elefantes.

Cada paquiderme terá uma área cinco hectares à sua disposição, embora possam ser criadas áreas onde os animais possam conviver entre si debaixo de supervisão. A necessidade de criar espaços individualizados deve-se ao facto de os elefantes africanos e asiáticos terem que estar separados. Tendo em conta que estes animais viveram muitos anos em cativeiro, sujeitos a maus-tratos, não podem ser reintroduzidos na natureza.

Segundo a World Animal Protection, serão colocadas câmara de vídeo no interior e exterior de cada estábulo, para que os elefantes estejam constantemente vigiados. Posteriormente, será construída uma plataforma na Internet para que quem quiser possa ver os animais nesta nova fase da sua vida, em liberdade.

Esta colaboração surge pouco tempo depois de o parlamento dinamarquês se ter comprometido a proibir a utilização de animais selvagens em circos. Neste momento, 14 países europeus já não permitem circos que tenham animais selvagens, embora em todo o continente, mais de 100 elefantes ainda sejam forçados a participar nesses espectáculos.

Tony Verhulst, co-fundador da Elephant Haven, sublinha que «os elefantes retirados dos circos merecem um local onde possam ser felizes o resto das suas vidas”. “Os elefantes são a nossa prioridade e iremos trabalhar muito para mantê-los seguros», acrescentou.

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