Navegação

Cadáver de baleia com 13 metros de comprimento vai ser afundado por razões de segurança

Corpo foi avistado pela primeira vez ao final do dia de segunda-feira junto ao Cabo Espichel (Sesimbra). Na manhã desta terça-feira, estava à deriva ao largo da Fonte da Telha (Almada)
Fátima Mariano


O cadáver de uma baleia com cerca de 13 metros de comprimento, avistado pela primeira vez ao final do dia de segunda-feira junto ao Cabo Espichel (concelho de Sesimbra), vai ser afundado com recurso a explosivos, devido ao perigo que representa para a navegação.

Ao longo da noite, o corpo foi arrastado para norte pelas correntes marítimas. Esta manhã, estava já ao largo da praia da Fonte da Telha (concelho de Almada), mas nunca foi necessário interditar o areal aos banhistas.

Em declarações ao jornal Os Bichos, o comandante Coelho Gil, da Polícia Marítima de Lisboa, referiu que o animal não apresenta sinais visíveis de ferimentos, pelo que ainda não foi possível determinar a causa da morte, que deverá ter ocorrido há alguns dias. Ao final da tarde desta terça-feira, também ainda não tinha sido identificada a espécie à qual pertence a baleia. O caso está a ser acompanhado por uma bióloga do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Luís Martins, sócio da empresa Batnavó Marítimo-Turística, avistou o cadáver da baleia pelas 7.30 horas desta terça-feira junto à Fonte da Telha, quando realizava um passeio de pesca desportiva. “Ao início, pensávamos que era o casco de um barco virado. Quando nos aproximámos é que percebemos que era uma baleia”, contou a Os Bichos. Pelo cheiro intenso, Luís Martins acredita que o animal esteja morto há vários dias.

O empresário diz que é muito comum ver baleias a navegarem junto à costa portuguesa quando faz passeios turísticos, principalmente baleias-piloto (Globicephala) e baleias-sardinheiras (Balaenoptera borealis), mas nunca tinha visto um cadáver com estas dimensões.

Recorde-se que no dia 23 de Maio, foi encontrada ferida uma baleia-piloto junto ao Cais do Sodré, em Lisboa. O cetáceo acabaria por morrer.

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.