Conservação

Cria de martim-pescador de Guam nasceu em cativeiro nos EUA

Espécie foi declarada extinta na natureza em 1986 por causa das cobras-arbóreas-marrom introduzidas na ilha de Guam após a II Guerra Mundial
Bichos
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(Fotos: Instituto de Biologia da Conservação Smithsonian)

Uma cria de martim-pescador de Guam (Todiramphus cinnamominus), espécie extinta na natureza desde 1986, nasceu em Maio no Instituto de Biologia da Conservação Smithsonian (SCBI, sigla em inglês), nos Estados Unidos da América, aumentando a esperança de se conseguir evitar que estas aves desapareçam da Terra.

Esta espécie é originária da ilha americana de Guam e extinguiu-se devido à introdução no seu habitat de cobras-arbóreas-marrom (Boiga irregulares) a seguir à II Guerra Mundial. Este réptil é considerado o responsável pela extinção de entre 10 a 12 espécies de aves florestais nativas. Actualmente, só existem 140 martins-pescadores de Guam no mundo, descendente de apenas 29 indivíduos retirados da natureza nos anos 80 do século XX para que fosse criado um programa que salvasse a espécie da extinção.

De acordo com o IBCS, esta espécie é difícil de reproduzir em cativeiro. A última cria a nascer no Smithosian foi há quatro anos. A dificuldade maior está em conseguir casais compatíveis, uma vez que se trata de uma espécie solitária, que não gosta de viver em grupo. Por outro lado, são também muito territoriais, lutando com quem se aproxime do seu espaço.

A mãe e o pai desta fêmea, que nasceu no dia 17 de Maio, vieram do Jardim Zoológico de Saint Louis em 2016 e 2014, respectivamente, e este foi o primeiro ovo fértil que produziram. O tempo de incubação varia entre os 21 e os 23 dias.

Como os investigadores notaram que os pais não estavam a cuidar bem do ovo, este foi colocado numa incubadora que simulava um ninho. O momento em que o ovo eclodiu ficou gravado em vídeo Quando nasceu, a cria pesava 5,89 gramas. Nos primeiros sete dias, foi alimentada de duas em duas horas entre as 6 horas e as 18 horas. Gradualmente, a frequência com que recebe comida vai sendo reduzida para que, quando atingir o primeiro mês de vida, possa sair do ninho.

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