Descoberta

Cadáver de um misterioso animal marinho deu à costa na Namíbia

Cientistas acreditam tratar-se de uma baleia-bicuda-de-cuvier, raramente vista naquela área.
Bichos
A baleia-bicuda-de-Cuvier pode medir sete metros de comprimento e pesar cerca de três toneladas (Foto: Namibian Dolphin Project)

O cadáver de um estranho animal marinho em avançado estado de decomposição foi encontrado numa praia da Namíbia no final de Maio, deixando os cientistas confusos. Devido ao estado de conservação do corpo, os biólogos do Namibian Dolphin Project ficaram na dúvida se se trataria de um golfinho ou de uma espécie de baleia.

Apesar de não ser possível a realização de uma necrópsia detalhada, a teoria mais recente é a de que se tratará de uma baleia-bicuda-de-cuvier (Ziphius cavirostris), uma espécie que só deu à costa duas vezes na Namíbia desde o ano 2000.

Em declarações ao jornal Daily Mail, Simon Elwen, do Namibian Dolphin Project, disse: “À primeira vista, não fazíamos ideia de que espécie se tratava. O cadáver do animal estava num avançado estado de decomposição, fazendo com que não parecesse uma baleia”. No entanto, acrescentou, “com base na forma da cabeça e do focinho e do tamanho do corpo, a equipa está bastante confiante de que se trata de uma baleia-bicuda-de-cuvier”.

Foram recolhidas diversas amostras do cadáver, incluindo o crânio, que serão usadas em futuros estudos. O crânio será entregue ao Museu Nacional da Namíbia.

De acordo com o Namibian Dolphin Project, as baleias-bicudas-de-cuvier raramente são avistadas naquela zona porque só navegam em águas com mais de 2000 metros de profundidade. Esta espécie detém o recorde do mergulho mais profundo por parte de um mamífero: a marca situa-se nos 2992 metros de profundidade.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, existirão cerca de 100 mil indivíduos desta espécie em todos os oceanos. A baleia-bicuda-de-cuvier pode medir sete metros de comprimento, pesar cerca de três toneladas e viver até aos 40 anos de idade. Como habitam as grandes profundidades dos oceanos e passam muito tempo debaixo de água, sabemos pouco sobre os seus comportamentos.

Esta espécie de baleia deve o seu nome ao anatomista francês George Cuvier (1769-1832), o primeiro a descrever o seu crânio imperfeito em 1804.

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