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O inspector Max foi à Feira do Livro de Lisboa. E não foi para perseguir ladrões

O cão mais famoso da televisão portuguesa esteve na sessão de lançamento do livro com o seu nome. «Brusko», assim se chama na realidade, tem quase três anos de idade e é um excelente atleta
Fátima Mariano
Inspector Max
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Inspector Max

(Fotos: Fátima Mariano)

Chegou totalmente despercebido pelas mãos do treinador, João Garrido, mas bastou alguém dizer «Olha o inspector Max» para passar a ser o centro das atenções. Max, ou melhor, Brusko, esteve este sábado na Feira do Livro de Lisboa para assistir à sessão de lançamento de uma nova colecção de aventuras da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada baseada na série da TVI.

Brusko, que tem quase três anos de idade, é um Cão de Pastor Alemão cinza. E este pormenor da cor cinza não é de somenos importância, como explica João Garrido: «Os cães cinza são mais desconfiados, como os lobos. Gostam mais da noite, não são muito comilões e são uns excelentes atletas. Durante as gravações, ele teve que saltar muros com três metros de altura e fê-lo sem qualquer dificuldade».

Treinar um cão para ser personagem numa série de televisão (ou num filme de cinema) não tem segredos. «Os cães não distinguem a realidade da ficção. Para eles, é um treino normal e é tudo realidade», diz João Garrido. Tanto assim é que quando as filmagens terminam, os animais têm que ser «descodificados» para perceberem que voltaram à sua vida normal.

João Garrido conta que certo dia, um dos cães utilizados na primeira temporada do Inspector Max foi com o dono ao supermercado. Ficou à porta, mas como viu uma pessoa a correr, desatou a persegui-la porque pensava que era um ladrão.

Em todas as série, são empenhados mais do que um cão. «Tem que haver sempre uma reserva de igual qualidade. Eles podem adoecer, ferirem-se, acusarem o cansaço das gravações. Chegam a trabalhar 12 e mais horas por dia, o que é cansativo», conta o treinador.

Na primeira série, que estreou em 2004, estiveram envolvidos cinco cães e uma cadela. Nesta última, um cão e uma cadela adultos e um júnior. «Um dos cães que tivemos na primeira série gostava tanto daquilo que 10 minutos antes de entrar para a carinha que nos ira levar aos locais das gravações já tinha a mochila dele na boca», recorda João Garrido.

 

Ataques reais

Os primeiros episódios são sempre os mais difíceis. Actores e cães não se conhecem e nota-se que «não há cumplicidade entre eles», diz o treinador , acrescentado: «Mas com o passar do tempo, tudo muda. Já são os actores a darem-lhes os comandos que eles devem seguir».

João Garrido explica que os cães utilizados na série Inspector Max «têm que saber morder e largar rapidamente». «Tem que estar tão pronto a atacar como a largar. Os ataque que vemos na série são verdadeiros, embora sejam utilizados duplos e eles estejam protegidos», explica.

E como é contracenar com um cão como o Brusko? «No início foi estranho», confessa André Carvalho, o Manuel Neves nesta última temporada. «Mas depois habituamo-nos e foi bom. Ele brincava muito connosco nos intervalos», recorda.

Para Vera Pimental, a Francisca «Chica» Freitas, a relação que tinha com o Max era «muito diferente» daquela que mantinha com os outros colegas. «Era mágico. Sinto muitas saudades das gravações», confessa.

 

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