Exposição

Photo Ark: uma arca de Noé fotográfica que alerta para as espécies animais em risco de extinção

Mostra, que reúne cerca de 50 imagens do fotógrafo americano Joel Sartore, pode ser vista na Universidade do Porto até 29 de Julho. Imagens tiradas em Portugal também integram a exposição
Bichos
Photo Ark National Geographic

(Fotos. Direitos Reservados – Photo Ark. National Geographic)

Se ainda não teve oportunidade de ver a exposição Photo Ark, patente na Galeria de Biodiversidade – Centro de Ciência Viva do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, poderá fazê-lo até 29 de Julho. Devido ao sucesso da mostra (visitada por mais de 50 mil pessoas em seis meses), a National Geographic e a Universidade do Porto decidiram mantê-la aberta ao público por mais três meses.

A mostra reúne cerca de 50 imagens de espécies animais em risco tiradas pelo fotógrafo americano Joel Sartore (que colabora com a National Geographic há mais de 20 anos) e vários vídeos e infografias com informação sobre os bichos retratados. É também possível visualizar um pequeno filme que mostra como Sartore se preparou para captar com a sua lente imagens de animais que vivem no Jardim Zoológico de Lisboa e no CIBIO-InBIO-Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto.

O projecto Photo Ark nasceu em 2005 quando, aos 42 anos de idade, Joel Sartore se viu forçado a ficar em casa a tomar conta da mulher (a quem tinha sido diagnosticado um cancro) e dos três filhos. A consciência da fragilidade da vida fê-lo reflectir sobre como poderia alertar as pessoas para a necessidade de proteger as espécies animais, pois «todas têm o direito básico a existir», nas suas próprias palavras.

Optou por retratar as 12 mil espécies animais que vivem em cativeiro um pouco por todo o mundo. Até ao momento, já fotografou 6500 (na exposição do Porto estão imagens de 40 espécies), mas o objectivo é fazer fotografias de todas elas e chamar a atenção para a urgência de tomar medidas para a sua salvação «enquanto ainda há tempo».

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.