Biodiversidade

Camaleão arco-íris descoberto em Madagáscar

Durante a fase de namoro, os machos apresentam uma multiplicidade de cores. Investigadores alemães encontraram três novas espécies de camaleão naquele país do Índico, considerado o paraíso destes bichos
Bichos
Camaleão

 

Se não estiver interessada no macho, a fêmea do camaleão arco-íris adquire um castanho escuro e fica manchas amarelas na cabeça (Foto: Frank Glaw/ZSM-LMU)

Um camaleão que parece um verdadeiro arco-íris foi encontrado recentemente em Madagáscar por uma equipa de cientistas alemães. Além deste, os investigadores da Universidade Ludwig-Maximilias, em Munique, descobriram duas outras espécies da mesma família naquele que conhecido como sendo o paraíso dos camaleões (metade das espécies do mundo vive aqui).

O camaleão arco-íris (Calumma uetzi) distingue-se das demais espécies por apresentar as cores amarela, violeta e vermelha no dorso e na cauda quando o macho se encontra com a fêmea durante a fase de acasalamento. Se ela não estiver interessada na relação, o seu corpo adquire um tom castanho escuro, quase preto, com algumas manchas amarelas na cabeça. Caso o macho não entenda a mensagem, a fêmea abre agressivamente a boca na sua direcção para o afastar definitivamente.

Além desta espécie, o mesmo grupo de investigadores encontrou duas outras: a Calumma lefona e a Calumma juliae. A primeira, da qual foi identificado apenas um macho, distingue-se pelo apêndice nasal alongado e flexível (por não possuir massa óssea) e com tons rosa e roxo. Este lagarto tem ainda a particularidade de apresentar um orifício no crânio, localizado directamente sobre o cérebro, à semelhança de outras seis espécies de camaleão. Os cientistas colocam a hipótese de este orifício ajudar a regular a temperatura do corpo.

Calumma juliae (Foto: Frank Glaw/ZSM-LMU)

Quanto à terceira espécie, Calumma juliae, os investigadores só conseguiram localizar uma dúzia de fêmeas até ao momento numa zona com cerca de 15 hectares nos arredores da cidade de Moramanga, próxima de uma das estradas mais movimentadas de Madagáscar. Esta espécie destaca-se por ter o corpo castanho e manchas azuis na cabeça. David Prötzel, estudante de doutoramento daquela universidade e coordenador do estudo, espera que esta área seja protegida «o mais depressa possível».

A desflorestação e consequente destruição do habitat natural são as principais ameaças à sobrevivências destas três novas espécies, que estão em risco de extinção.

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